Tecnologias pós-colheitas aliadas do meio ambiente

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Encontro Nacional das Cooperativas Agropecuárias reúne mais de 800 líderes do setor 

A 10ª edição do Encontro Nacional das Cooperativas Agropecuárias (Enca), realizada esta semana em Campinas, reúne mais de 800 líderes e 400 cooperativas para discutir temas relevantes e desafios enfrentados pelo setor.

O evento tem uma programação abrangente que inclui temas como sustentabilidade, planejamento financeiro, gestão de riscos nas cooperativas, geração de valor no campo, e industrialização da produção, novas oportunidades de negócios para as cooperativas, as mudanças no mercado de grãos internacional e o impacto no cenário do cooperativismo brasileiro.

Além dos debates, o Enca proporciona networking e troca de conhecimentos, contando com a presença de empresas ligadas ao setor agropecuário.

O engenheiro agrônomo Roney Smolareck, da Loc Solution, empresa detentora da marca Motomco de medidores de umidade de grãos, também participa do evento. Ele destaca a importância da tecnologia como um dos pilares que impulsionam a produtividade e a competitividade do setor agropecuário.

O especialista em engenharia de pós-colheita de produtos agrícolas, professor André Luís Duarte Goneli, que participa do ENCA como mediador do painel a Tecnologia a Favor do Meio Ambiente,  destaca que as tecnologias voltadas para o setor agrícola estão desempenhando um papel fundamental na preservação do meio ambiente.

Goneli enfatiza que os processos de pós-colheita tradicionalmente contribuem, direta ou indiretamente, para a degradação ambiental, uma vez que demandam grande consumo de energia elétrica e biomassa vegetal. No entanto, ele destaca que inovações tecnológicas podem tornar esses processos mais eficientes e menos agressivos ao meio ambiente.

Um exemplo prático dessa inovação é o EcoDry, um secador de grãos equipado com um sistema de retenção de materiais particulados. O EcoDry reduz a emissão desses particulados, que são comuns em cooperativas agrícolas. “Com essa tecnologia, não apenas diminuímos a emissão de particulados, mas também aumentamos a eficiência energética, reduzindo o uso de biomassa e energia elétrica”, explica Gonelli.

Outro destaque mencionado por ele é a plataforma Conect, que integra diversas ferramentas tecnológicas, como termometria digital, automação da aeração e estações meteorológicas digitais. Uma das inovações mais inusitada é o MAG, um robô que mede em tempo real o volume de grãos armazenados. “Essas ferramentas digitais permitem um monitoramento preciso e contínuo, possibilitando decisões mais assertivas, eficientes e reduzindo o consumo de energia”, afirma Gonelli.

A implementação dessas tecnologias resulta em processos mais precisos e eficientes, que não só melhoram a qualidade dos produtos agrícolas como também diminuem os impactos ambientais. Com um uso menor de energia e uma otimização dos recursos, a produção se torna mais sustentável. “A agricultura 4.0, ou Smart Farming, conecta todos os processos de produção, otimizando cada etapa e garantindo uma produção mais eficiente e menos danosa ao meio ambiente, sem precisar reduzir área”, destaca o professor.

O conceito de segurança alimentar também é abordado pelo especialista. Para Gonelli, a segurança alimentar é poder oferecer alimento de qualidade em quantidade para atender toda a população, envolvendo práticas de produção que minimizem os impactos ambientais.

Algumas empresas estão na vanguarda dessa transformação, unindo conhecimento e tecnologia para desenvolver soluções que atendam às demandas do mercado por sustentabilidade e eficiência.

Em parceria com as cooperativas, a Motomco está avançando na criação de equipamentos que incorporam tecnologias modernas e ambientalmente adequadas. “Estamos falando de um campo agrícola cada vez mais tecnificado, onde a sustentabilidade e a segurança alimentar são prioridades. Essas parcerias e inovações tecnológicas são fundamentais para atingirmos esses objetivos”, conclui Gonelli.

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