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Acelerado, plantio de soja no Paraná já atinge o dobro do registrado há 1 ano

Condições climáticas favorecem o trabalho no campo; 29% da área projetada já foi plantada.

 

images  Por Reuters

02/10/2018 18h16


 

O plantio de soja da safra 2018/19 no Paraná, segundo maior produtor nacional da oleaginosa, avançou para 29% da área projetada, ante 18% na semana anterior, no ritmo mais acelerado já visto no Estado, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

Os trabalhos de campo alcançam praticamente o dobro do observado há um ano (16%) e são puxados por condições climáticas favoráveis, explicou o órgão vinculado à Secretaria de Agricultura paranaense.

Dados do Thomson Reuters Agriculture Weather Dashboard mostram que, nos últimos 15 dias, as chuvas ficaram acima da média em toda a porção oeste do Paraná, onde se concentra o plantio neste momento.

“Em comparação com o ano passado, quando tivemos um setembro seco, o clima está contribuindo muito agora”, afirmou o analista Marcelo Garrido, do Deral.

“O plantio não está sendo concentrado, está sendo mais rápido, está indo de um jeito mais constante. Se o clima continuar contribuindo, vamos conseguir colher mais cedo, e daí adiantar o plantio do milho de segunda safra”, projetou ele.

O Paraná deve semear neste ciclo cerca de 5,5 milhões de hectares com soja, estável na comparação anual, conforme projeção mais recente do Deral. A produção, contudo, tende a subir 2%, para 19,6 milhões de toneladas.


Milho e trigo

O plantio de milho de primeira safra no Paraná também vai a passos largos e já atinge 70% dos 352,2 mil hectares previstos, segundo o Deral. O percentual supera em 12 pontos o indicador da semana passada e também fica acima dos 33% de um ano atrás.

Para Garrido, se as condições climáticas se mantiverem favoráveis, é provável que a semeadura da chamada “safra verão” termine ainda em outubro.

O Deral destacou que a colheita de trigo no maior produtor nacional do cereal já se deu em 47% da área, ante 71% há um ano.

FONTE: REUTERS

Safra de grãos pode ser recorde com 234,3 milhões de toneladas

Segundo a Conab, os responsáveis pela supersafra atual foram o crescimento de área e as produtividades médias.

 

A safra de grãos 2016/2017 pode chegar ao recorde de 234,3 milhões de toneladas, com aumento de 25,6% (47,7 milhões de toneladas) em relação à safra passada.

A nona estimativa, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi divulgada na quinta-feira (8), em Brasília. Os responsáveis pela supersafra atual foram o crescimento de área e as produtividades médias, informou a Conab.

A previsão é de ampliação de 3,7% na área total, podendo chegar a 60,5 milhões de hectares, incluídas as culturas de segunda e terceira safras e as de inverno.

A produção da soja deve crescer 19,4% atingindo 113,9 milhões de toneladas, com ampliação de 1,9% na área plantada estimada em 33,9 milhões de hectares. No caso do milho total, a produção deve alcançar 93,8 milhões de toneladas, 41% acima da safra 2015/2016.

A estimativa é de 30,3 milhões de toneladas para a primeira safra e de 63,5 milhões para a segunda. A área total deve ser de 17,3 milhões de hectares, com uma ampliação de 8,9%. Milho e soja respondem por quase 90% dos grãos produzidos no país.

O feijão primeira safra, que está no final da colheita, deve alcançar uma produção de 1,39 milhão de toneladas, resultado 34,1% superior ao produzido em 2015/2016.

Já a segunda safra deve ser de 1,31 milhão de toneladas, sendo 639,4 mil toneladas do grão cores, 208,6 mil toneladas do preto e 460,1 mil toneladas do feijão caupi.

A produção do feijão total teve atingir 3,4 milhões de toneladas, numa área de 3,1 milhões de hectares. Com referência ao algodão pluma, o crescimento é de 15,4%, podendo chegar a 1,5 milhão de toneladas, mesmo com uma estimativa de redução de 1,7% na área cultivada.Culturas de inverno

Há previsão de queda de 8,8% na área de trigo, podendo ser de 1,93 milhão de hectares. Com isso, a produção sofre redução de 22,6% e chega a 5,2 milhões de toneladas.

A aveia, ao contrário do trigo, apresenta crescimento de área de 3,4%, podendo alcançar 301,5 mil hectares. A produção está estimada em 705,7 mil toneladas.

A pesquisa foi realizada no período de 21 a 27 de maio em todas as regiões produtoras, quando foram consultadas diversas instituições e informantes cadastrados em todo o país.

 

Fonte: exame.com

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Safra: a previsão é de ampliação de 3,7% na área total, podendo chegar a 60,5 milhões de hectares, (Enrique Marcarian/Reuters)

 

 

Chuva afeta 110 mil toneladas de soja, milho e trigo no RS.

A Emater/RS-Ascar realizou, através da Gerência de Planejamento, levantamento preliminar sobre as consequências resultantes das intensas chuvas ocorridas nos últimos dias. Destaca-se que se trata de prejuízos consolidados até a presente data, podendo ser alterados na medida em que as condições meteorológicas adversas continuem ao longo dos próximos dias. As informações são referentes ao período entre os dias 23 e 31 de maio e levou em conta informações de 456 municípios do RS, entre os quais 177 informaram perdas e 279 informaram que não houve danos significativos.

Em termos de produção agrícola, o levantamento indica que dos 830 mil hectares cultivados com os principais grãos de verão e inverno (por colher ou a plantar, respectivamente), 75 mil hectares foram afetados, resultando em aproximadamente 110 mil toneladas perdidas ou com sua qualidade prejudicada, sendo o milho, a soja e o trigo as culturas mais afetadas. O total de produtores atingidos nessas atividades soma 5.300.

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Em termos de infraestrutura os danos informados foram os seguintes: 2.557 comunidades enfrentam problemas com o escoamento da produção primária, devido a 43 mil quilômetros de estradas vicinais afetadas; foram informadas avarias/perdas em 674 casas, 686 galpões, 15 armazéns, 59 silos, 59 estufas de fumo, 102 estufas/túneis plásticos para cultivo de olerícolas, 914 açudes para piscicultura/irrigação, 35 aviários e 23 pocilgas, totalizando 1.170 produtores prejudicados em suas construções/instalações; as chuvas resultaram, até o momento, em 1.083 fontes d’água contaminadas, deixando 835 famílias sem aceso à água potável.

“O levantamento indica que 3.334 localidades rurais espalhadas por todas as regiões do Estado foram, de alguma maneira, afetadas pelas chuvas até agora. Nestas localidades, aproximadamente 82.600 propriedades rurais foram atingidas”, informou o presidente da Emater/RS, Clair Tomé Kuhn, que tão logo foi finalizado o levantamento determinou que toda a estrutura da Emater/RS-Ascar esteja mobilizada para apoiar todos os produtores na recuperação dos danos causados pelas chuvas.

 

Fonte: Emater/RS