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Soja: Atraso das lavouras nos EUA, câmbio e frete travam vendas da safra nova do BR

Se nos Estados Unidos o atraso do desenvolvimento das lavouras preocupa, no Brasil o que chama a atenção é o atraso dos negócios da nova safra, que se mostram mais lentos do que a média dos últimos anos. Uma combinação de fatores que ainda são muito incertos mantém os sojicultores ausentes do mercado neste momento e aguardando por oportunidades que possam trazer, principalmente, melhor renda.

Nas últimas semanas, a volatilidade na Bolsa de Chicago e mais um recuo expressivo do dólar acabaram por resultar em um novo quadro de pressão sobre o mercado brasileiro, principalmente no preço futuro da soja. Depois de superar os R$ 4,00 há alguns meses, a moeda norte-americana voltou à casa dos R$ 3,70, refletindo a evolução da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Ao mesmo tempo, a volatilidade na Bolsa de Chicago também sobre as referências, com o mercado se ajustando, quase que diariamente, a todos os cenários atípicos que este ano vêm sendo observados na safra norte-americana. As condições das lavouras são bastante ruins, o desenvolvimento atrasado pode levá-las a um período onde as condições de clima não são favoráveis às plantas e os mapas climáticos trazer uma novidade a cada atualização.

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USDA reduz safra de soja em 8 mi de t nos EUA e aumenta números do milho

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe seu novo boletim mensal de oferta e demanda confirmando as reduções esperadas nos números da soja sobre as quais o mercado vinha especulando nos últimos dias.

A estimativa para a produção de soja norte-americana caiu de 112,94 para 104,64 milhões de toneladas, com uma baixa na produtividade – de 55,48 para 54,35 sacas por hectare – e nas áreas plantada e colhida com a oleaginosa.

A área plantada caiu de 34,24 para 32,38 milhões de hectares, enquanto a plantada passou de 33,91 para 32,09 milhões.

O USDA ainda revisou os estoques finais norte-americanos da safra nova para 21,64 milhões de toneladas, contra 28,44 milhões do boletim de junho. Por outro lado, as exportações também foram corrigidas para menos, ficando em 51,03 milhões de toneladas, quando no mês passado o estimado era de 53,07 milhões.

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MILHO

Se as correções foram intensas na soja, o USDA fez o caminho inverso do mês passado para o milho, quando cortou drasticamente suas projeções da safra nova dos EUA e revisou para cima áreas plantada e colhida, produção e estoques finais.

O USDA estimou nesse boletim a área plantada de milho em 37,11 milhões de hectares, contra 36,34 milhões em junho. Assim, a colhida passou de 33,35 para 33,83 milhões de hectares. O rendimento do cereal, por sua vez, permaneceu nas 173,64 sacas por hectare.

Com esse aumento da área, o USDA estima ainda um aumento na produção de milho de 347,49 para 352,44 milhões de toneladas. Assim, os estoques finais foram projetados em 51,06 milhões de toneladas, contra o número de junho de 42,55 milhões.

As exportações norte-americanas foram mantidas em 54,61 milhões de toneladas, bem como o uso do cereal para a produção de etanol em 139,71 milhões de toneladas.

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Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja

 

Estradas precárias dificultam avanço de cidades ‘filhas da soja’ em MT

vila de Santiago do Norte, em Mato Grosso, quer virar cidade, mas, para isso, precisa de caminhos possíveis para alcançar novos lugares. A maior dificuldade para o bairro de Paranatinga que quer ser município está nas vias de acesso.

De um lado, está a estrada que leva até a sede do município, a 158 quilômetros de distância. De outro, a BR 242, que sai de Sorriso e morre dentro da fazenda da família do empresário Odir Nicolodi. É o espaço planejado, justamente, para abrigar a nova cidade.

A estrada está parada dentro da propriedade há 5 anos.

Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de soja: no ano passado, foram quase 32 milhões de toneladas. Na última safra, o país produziu 116,9 milhões de toneladas do grão, enquanto os Estados Unidos, produziram 119,5 milhões. Mas, se dá para competir com os americanos na produção, no transporte fica impossível.

A expansão da soja no Mato Grosso se deu ao longo da BR 163, estrada que fica praticamente intransitável em épocas de chuva. Muitas cidades foram surgindo e se enriquecendo graças à soja nos 40 últimos anos.

Depois, a expansão mudou seu rumo e foi crescendo para leste, no trajeto da BR 242. Agora, a agricultura não tem mais para onde crescer: as plantações estão esbarrando nos limites do Parque Indígena do Xingu.

Quando o parque foi demarcado, em 1961, ficaram de fora as mais de 22 mil nascentes do rio Xingu, que correm dentro do parque. Essas nascentes estão espalhadas pelas fazendas de criação de gado e produção de soja. Ficaram de fora também muitos lugares sagrados para os indígenas, como a caverna de Kamakuaká.

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Fonte: Globo Rural