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Conab compra 3,17 mil t de alimentos de agricultores familiares do Paraná

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Os produtos serão doados à rede socioassistencial do estado durante todo o ano de 2017.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está investindo R$ 6,18 milhões no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em novos contratos com 22 cooperativas e associações de pequenos produtores do Paraná, para fornecimento de 3,17 mil toneladas de verduras, frutas e hortaliças cultivados por 838 famílias de agricultores familiares. A ação é executada em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA).

Os produtos serão doados à rede socioassistencial do estado durante todo o ano de 2017 e beneficiarão diretamente milhares pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. Entre as 62 instituições que serão contempladas estão o Sesc – Mesa Brasil, Centros de Referência e Assistência Social (CRAS), escolas da rede municipal e Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE´s).

A Conab também aplicou R$ 729 mil em um novo contrato para compra de 145,8 toneladas de sementes de milho de 46 pequenos agricultores da Cooperativa Agroindustrial de Produção e Comercialização Conquista, de Querência do Norte. A aquisição, também feita por meio do PAA, foi solicitada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para doação a pequenos agricultores paranaenses.

Os produtos serão doados à rede socioassistencial do estado durante todo o ano de 2017 e beneficiarão diretamente milhares pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. Entre as 62 instituições que serão contempladas estão o Sesc – Mesa Brasil, Centros de Referência e Assistência Social (Cras), escolas da rede municipal e Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Fonta: Gazeta do Povo

Produtor do Sul de MG fecha 2016 com o café mais valioso do país

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Empresa japonesa pagou R$ 90 mil por cinco sacas do produto.
Fazenda de Santo Antônio do Amparo conseguiu valor em leilão no exterior.

Uma fazenda do Sul de Minas bateu recorde com o maior preço de café já vendido na história do Brasil. Das 10 sacas levadas a um leilão internacional, cinco foram arrematadas por uma empresa japonesa, que pagou R$ 18 mil por cada uma delas, de 60 quilo. A fazenda onde nasceu essa riqueza fica em Santo Antônio do Amparo (MG), uma região onde a geografia e o clima ajudam muito.

“Boas condições de altitudes elevadas e relevo mais plano, proporcionando uma situação mais favorável para a produção de café”, disse o gestor da cooperativa de cafés especiais, Fabrício Andrade.

A variedade premiada foi o “Catucaí Amarelo”. Além da qualidade, a produção também teve quantidade. A lavoura produziu cerca de 65 sacas por hectare, mas só os melhores grãos foram colhidos numa colheita seletiva.

“A gente tinha aquele cuidado de levar no mesmo dia para o terreiro para não deixar passar da hora”, disse o gerente da fazenda, Modesto de Castro.

Na fazenda, a planta recebe tratamento vip e o manejo é repleto de cuidados. “Nós conseguimos fazer um manejo diferenciado em termos de fertilidade para não deixar a lavoura desequilibrada”, disse o engenheiro agrônomo Wesley de Castro.

Dedicação que se alia à tecnologia. Cinquenta dos 70 hectares da lavoura são irrigados, o que é uma garantia em tempos de clima instável. Cada detalhe faz a diferença e os tratos culturais vêm todos na medida certa.

O café natural recebeu 90,5 pontos no principal concurso do setor, promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). Este foi apenas o primeiro leilão internacional da fazenda e o segundo ano de produção de cafés especiais.

“É um café exótico, com notas de mel, erva doce, notas de acidez cítrica, frutas amarelas, é um café muito rico em aromas e sabores, que faz um diferencial”, disse o degustador João Marcos Botelho.

A esperança agora é manter a mesma qualidade para 2017. “A gente vai tentar de novo este ano, ver se a gente consegue fazer mais”, completou Modesto de Castro.

Boas condições de altitude e relevo favorável fez com que qualidade do café atingisse nível inédito
Boas condições de altitude e relevo favorável fez com que qualidade do café atingisse nível inédito

Fonte:Globo.com

Conheça o Paraná que acalma o Brasil

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Principal produtor de plantas medicinais, aromáticas e condimentares do país, o estado produziu mais de 25 mil toneladas neste ano.

A busca por um estilo de vida mais saudável ou por alternativas naturais no tratamento de doenças fez o mercado nacional de plantas medicinais, aromáticas e condimentares explodir no país nos últimos cinco anos. De acordo com uma pesquisa divulgada pela E.Life, empresa especializada em análise de mídia gerada pelo consumidor, no Brasil, as buscas online por chás aumentaram 168% entre 2011 e 2016. E a camomila ocupa a primeira colocação entre as opções mais procuradas.

A notícia é excelente, principalmente para o Paraná, estado que responde por 90% da produção nacional de plantas medicinais. São mais de 80 espécies cultivadas em diversas regiões do estado, com destaque para a camomila, hortelã, melissa e o ginseng brasileiro. Essas e outras culturas movimentaram R$ 80,6 milhões em 2016, ano em que 1.830 famílias dedicaram 6,2 mil hectares para as diferentes culturas.

Mandirituba, na região metropolitana de Curitiba, é a capital nacional da camomila, a planta medicinal mais cultivada do país. Famosa por seu efeito calmante e digestivo, além de conter propriedades que fornecem ação anti-inflamatória e antisséptica, essa planta de flores brancas, corola amarela e cheiro agradável, sai daqui para abastecer farmácias e lojas de todos os estados brasileiros, além de alguns países da Europa e da América do Sul.

De acordo com engenheiro agrônomo do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR), Cirino Corrêa Júnior, o cultivo da camomila como cultura alternativa de inverno na Região Metropolitana de Curitiba tem mais de 100 anos. “As condições climáticas e de solo são ideais não apenas para a camomila, mas também para outras plantas”, afirma o especialista, que, na década de 1980, formou um grupo para impulsionar o cultivo de plantas medicinais e aromáticas no estado. “Nós divulgamos as culturas para os pequenos produtores, ajudamos na organização, em projetos, na construção de armazéns, secadores e na criação de cooperativas”, conta o coordenador do grupo – que ainda existe – e que já publicou 18 obras sobre o assunto.

A camomila e outras plantas medicinais do Paraná encontram mercado nas indústrias de medicamentos, cosméticos e alimentos de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e também do próprio estado. No caso da camomila, a movimentação financeira atingiu R$ 17,3 milhões neste ano. Ao todo, foram produzidas 1,7 mil toneladas, metade em Mandirituba.

Segundo o extensionista do Emater-PR em Mandirituba, Silvio Galvan, a camomila é uma cultura de inverno, ou seja, tem bom desenvolvimento em regiões de clima temperado, frio e úmido. O plantio é feito entre abril e maio e a colheita entre agosto e outubro. “É uma atividade complexa. Exige um bom nível de conhecimento. Mas é mais rentável que a soja e o milho, por exemplo”, diz Cirino Corrêa Júnior.

Os chás mais vendidos da marca são os de camomila, abacaxi e maçã com canela, conta Adriano Franco.

Empresa de chás aposta em crescimento em 2017

O crescimento na produção de plantas medicinais e aromáticas nos últimos anos se refletiu no tamanho da Madiervas, empresa especializada no comércio e distribuição de chás e temperos, localizada em Mandirituba (RMC). De 1980, quando foi criada, para cá, passou de quatro a 120 hectares e hoje produz 25 opções de chás em sachês de papel e 40 em pacotes plásticos, além de 30 tipos diferentes de temperos. Para 2017, o produtor e proprietário Adriano Franco espera um crescimento ainda maior. “Vamos apostar na terceirização para crescer neste ano. Com isso esperamos aumentar o nosso mercado e ser uma referência nacional. Já estou importando novas máquinas, que devem chegar até o fim do primeiro semestre do próximo ano, e pretendo importar ainda mais uma”, revela Franco. Segundo ele, os chás mais vendidos da marca são os de camomila, abacaxi e maçã com canela. “Antes, nós vendíamos apenas no Paraná. Nos últimos dois anos, atingimos os mercados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Distrito Federal”, explica.

Fonte: Gazeta do Povo