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Soja volta à estabilidade em Chicago nesta 6ª feira, mas mantém foco na guerra comercial

soja

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago voltam a atuar com estabilidade no início da tarde desta sexta-feira (14) depois de começar o dia operando em campo negativo. Perto de 12h (horário de Brasília), os preços subiam entre 0,50 e 0,75 ponto, com o janeiro/19 cotado a US$ 9,07 e o maio/19 a US$ 9,34.

Segue a pressão da guerra comercial entre China e Estados Unidos. As últimas notícias de que a nação asiática voltou a comprar soja no mercado norte-americano chegaram, porém, sem a força que o mercado esperava e frustraram os traders.

No entanto, notícias de novas vendas de 430 mil toneladas de soja da safra 2018/19 foram bem recebidas pelo mercado, sendo 300 mil destinadas à China. Ao  longo da semana, outros anúncios de venda também foram feitos.

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El Niño deve trazer irregularidade de chuva no Ceará

el nino

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o próximo fenômeno deve ser “fraco”, com características oceânicas diferentes das registradas nos últimos anos.

 

Com 99% de chances de ocorrer no primeiro mês do ano de 2019, o “El Niño” deve ocasionar um período de irregularidades na quadra chuvosa no Ceará, segundo o coordenador-Geral de Meteorologia do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Expedito Rebello. “Tem que aproveitar para armazenar água nos meses chuvosos”, destaca.

O coordenador explica que as águas do Oceano Pacífico Equatorial já estão aquecidas e assim devem permanecer em janeiro, mas o período não necessariamente deve ser de “seca” no Nordeste. A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) explicou em setembro último, que das últimas 15 ocasiões de El Niño, 11 geraram impactos de seca.

Os efeitos devem ser “chuvosos” no Sul do país, e “chuvoso” do Sul da Bahia, Sudeste e parte do Centro-Oeste, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), na sigla internacional). O estado atual é de “Alerta”, para o Serviço Nacional da Austrália. O próximo status é de confirmação do fenômeno, seguindo a escala desenvolvida pelo Serviço.

“É uma questão de tempo para os órgãos oficiais de meteorologia como a NOAA e o Serviço Australiano decretarem o início do acoplamento Oceano-Atmosfera. É irreversível. Vai acontecer”, reforça Expedito. O coordenador destaca ainda que o próximo evento será “fraco”.

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IEA divulga a estimativa final das culturas de inverno e intenção de plantio para 2018/19

A estimativa final da safra 2017/18 aponta a colheita de 5,84 milhões de sacas de 60 kg (350,1 mil t) de café beneficiado, resultado 29,6% superior ao obtido na safra anterior devido à bienalidade característica dessa lavoura, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA), instituição de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Destacando que 80% dessa produção está concentrada nas principais regiões cafeeiras do Estado de São Paulo: Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs) de Franca, São João da Boa Vista, Marília e Ourinhos.

A bananicultura apontou redução de área (-0,2%) e produção (-7,8%) em relação ao ano anterior, fechando em 1.069,6 mil toneladas. O EDR de Registro concentra 67,9% da produção total do Estado, na sequência estão as regiões de São Paulo (5,6%), Jales (4%), Avaré (3,2%) e Pindamonhangaba (2,2%), esclarecem Felipe Pires de Camargo, Vagner Martins, Carlos Fredo, Carlos Nabil Ghobril, Carlos Bueno, Celma Baptistella, Denise Caser, José Alberto Angelo, Mário e Paulo José Coelho, pesquisadores do IEA.

Apesar do aumento de 12,5% da área em produção, o que, de acordo com os pesquisadores, demonstra que os agricultores estavam esperançosos com o plantio da cultura, o milho safrinha apresentou queda de 26,6% no volume produzido, devido a uma produtividade 34,8% menor em relação ao ano anterior, em virtude das condições climáticas observadas entre maio a julho, que prejudicaram o desenvolvimento da cultura. Os EDRs de Assis, Itapeva e Ourinhos respondem por 60% da área destinada à cultura.

Além da instabilidade do clima, problemas fitossanitários afetaram a produtividade e prejudicaram a produção de trigo, que apresentou queda de 12,3% em relação à safra passada. A cultura do triticale finaliza a safra com área 4% inferior, produzindo 4,8 mil t, 25% inferior à safra de 2017, com decréscimo de rendimento na ordem de 20,9%.

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