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USDA reduz safra de soja em 8 mi de t nos EUA e aumenta números do milho

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe seu novo boletim mensal de oferta e demanda confirmando as reduções esperadas nos números da soja sobre as quais o mercado vinha especulando nos últimos dias.

A estimativa para a produção de soja norte-americana caiu de 112,94 para 104,64 milhões de toneladas, com uma baixa na produtividade – de 55,48 para 54,35 sacas por hectare – e nas áreas plantada e colhida com a oleaginosa.

A área plantada caiu de 34,24 para 32,38 milhões de hectares, enquanto a plantada passou de 33,91 para 32,09 milhões.

O USDA ainda revisou os estoques finais norte-americanos da safra nova para 21,64 milhões de toneladas, contra 28,44 milhões do boletim de junho. Por outro lado, as exportações também foram corrigidas para menos, ficando em 51,03 milhões de toneladas, quando no mês passado o estimado era de 53,07 milhões.

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MILHO

Se as correções foram intensas na soja, o USDA fez o caminho inverso do mês passado para o milho, quando cortou drasticamente suas projeções da safra nova dos EUA e revisou para cima áreas plantada e colhida, produção e estoques finais.

O USDA estimou nesse boletim a área plantada de milho em 37,11 milhões de hectares, contra 36,34 milhões em junho. Assim, a colhida passou de 33,35 para 33,83 milhões de hectares. O rendimento do cereal, por sua vez, permaneceu nas 173,64 sacas por hectare.

Com esse aumento da área, o USDA estima ainda um aumento na produção de milho de 347,49 para 352,44 milhões de toneladas. Assim, os estoques finais foram projetados em 51,06 milhões de toneladas, contra o número de junho de 42,55 milhões.

As exportações norte-americanas foram mantidas em 54,61 milhões de toneladas, bem como o uso do cereal para a produção de etanol em 139,71 milhões de toneladas.

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Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja

 

EUA: Desafio dos produtores em seguir com a safra 2019/20

A vista da cabine das plantadeiras da maior parte dos americanos que não consegue evoluir com seus trabalhos de campo nos Estados Unidos. Chuva, campos muito saturados pela umidade, dificuldades e decisões a tomar. Alguns deram início ao plantio somente esta semana frente a uma pequena janela que se abriu em alguns estados produtores neste últimos dias. Afinal, as previsões são de que as chuvas voltem, novamente fortes, a partir desta quarta-feira ao Corn Belt.

Foto de Kenneth Kuhlman, no Twitter - Creighton, Nebraska
Foto de Kenneth Kuhlman, no Twitter – Creighton, Nebraska

O analista internacional Matthew Pot, autor do reporte Grain Perspectives, traz um mapa mostrando as previsões para os próximos sete dias cruzadas com os percentuais de plantio de milho em cada estado. O país conta com apenas 67% da área semeada com o cereal contra a méida de 96% das últimas cinco temporadas.

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Illinois, Indiana, Missouri, Ohio e Arkansas são alguns dos estados que podem receber acumulados de mais de 75 mm de chuvas de 4 a 11 de junho. Iowa, Nebraska, Oklahoma, o Kansas e as Dakotas podem registrar chuvas de mais de 50 mm, de acordo com as últimas informações do NOAA, o serviço oficial de clima do governo norte-americano.

Do alto, se observa milhares de hectares sem ser plantados diante da apertada janela que o plantio da safra 2019/20 registrou. Há apenas cinco estados onde ainda é possível semear o milho dentro do período adequado. A soja ainda conta com algumas semanas.

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Fonte: Notícias Agrícolas

Clima ruim para plantio de milho pode levar produtores para soja nos EUA

As condições de clima no Meio-Oeste americano continuam preocupando os produtores e provocando especulações no mercado internacional. Embora os efeitos sobre a formação dos preços ainda sejam limitados, em função do período de início de temporada, as projeções de cenários para os futuros tanto da soja, quanto do milho continuam acontecendo.

Além disso, a nova safra norte-americana de grãos começa com a guerra comercial entre China e EUA ainda em curso. As indefinições sobre a demanda da nação asiática, principalmente pela oleaginosa, mantêm os estoques elevados, os preços pressionados e, ao lado das adversidades climáticas, o produtor norte-americano repensando suas decisões.

“O clima e as relações comerciais são os fatores que dominam o sentimento do mercado agora”, diz o analista sênior do portal Farm Futures, Bryce Knorr. E para os próximos dias, as previsões ainda mostram que o cenário climático ainda será desafiador nas principais regiões produtoras dos EUA.

Para as próximas semanas são esperados elevados volumes de chuvas, com acumulados altos do sul das Planícies à maior parte do Meio-Oeste americano, como mostra o mapa a seguir.

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