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Mercado de grãos: Brasil e México estão próximos de acordo para exportação

Colheita de soja em Campo Mourão (PR): produtores brasileiros podem ter um novo mercado para desbravar, o México
Colheita de soja em Campo Mourão (PR): produtores brasileiros podem ter um novo mercado para desbravar, o México

México está em busca de produtores brasileiros e argentinos para reduzir a dependência da importação de soja e milho dos Estados Unidos

O Brasil deve ampliar as exportações do agronegócio para o México. De acordo com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os mexicanos têm interesse em diversificar os seus fornecedores de arroz, milho e soja.

Em rodada de negócios realizada em São Paulo, no final da semana, estiveram presentes empresários de ambos os países e representantes do Mapa e da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação do México.

Segundo o coordenador da missão mexicana, Raul Urteaga, o país busca novos mercados para abastecer o consumo local de grãos e, assim, reduzir a dependência das importações dos Estados Unidos. O México tem alta demanda por milho e soja para alimentar, principalmente, a produção local de aves.

Conforme Urteaga, o custo do transporte de insumos desde a América do Sul até o país do norte do continente está em um nível competitivo, o que favorece possíveis novos negócios, principalmente durante a entressafra de milho norte-americana.

Além da visita ao Brasil, que durou três dias e foi encerrada no Porto de Santos no último sábado (13), a delegação mexicana visitou a Argentina.

Fonte: Gazeta do Povo

Safra deve crescer 26% em 2017 e atingir recorde de produção, diz IGBE

Agronegócio deverá levar a alta do PIB no primeiro trimestre
Agronegócio deverá levar a alta do PIB no primeiro trimestre

Agronegócios deverá puxar a recuperação da economia no início deste ano; clima favorável e avanços tecnológicos justificam aumento da produção de grãos em 2017.

A safra brasileira de grãos deve avançar 26,2% este ano em relação a 2016, para 233,1 milhões de toneladas, segundo dados de abril do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (11). Dos 26 produtos avaliados, 15 terão aumento de produção neste ano, entre eles, soja, milho e arroz, que respondem por 94% da produção de grãos brasileira.

O IBGE elevou novamente sua estimativa para a safra brasileira. Na primeira projeção, a estimativa era de avanço de 16%, mas o número foi reajustado para cima mês a mês. Segundo o gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, o clima favorável vem confirmando uma colheita maior, o que leva ao aumento das projeções.

O crescimento da safra virá, principalmente, de ganhos de produtividade, já que a produção cresce acima da área plantada. No caso do soja, por exemplo, a área plantada deve avançar 2,4% em 2017, mas a produção deverá crescer 17,5%, segundo estimativas do IBGE. No caso do milho, a área e a produção cresceram, respectivamente, 16,5% e 46,8%. Para o arroz, o avanço foi de 3,3% na área e 13,5% na produção.

“Existe um maior aporte de tecnologias no campo que sempre melhora a produtividade. Mas o clima favorável é o principal fator para o aumento da produção. Ano passado a safra foi prejudicada pelas secas e este ano as chuvas estão bem distribuídas e favorecem a agricultura”, afirmou Guedes.

Impacto na economia

O avanço do agronegócios deverá puxar a economia brasileira no início do ano. Depois de oito trimestres consecutivos de queda no PIB, as projeções apontam para um crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre, puxado quase que exclusivamente pelo agronegócio.

A safra recorde trará ganhos ao setor. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima em 8,5% a alta o PIB do setor em 2017, após um recuo de 6,6% no ano passado.

O gerente de agricultura do IBGE ressaltou que o aumento dos estoques já pressiona o preço da saca de soja e milho para baixo. Os exportadores também devem ganhar menos já que o dólar no início deste ano está mais baixo do que a cotação no início do ano passado, que chegou a R$ 4. “Mesmo assim será um ano melhor para os produtores. O volume colhido é muito maior”, disse Guedes.

Fonte: Globo.com

Soja: Mercado se recompõe em Chicago e abre a semana com fortes altas nesta 2ª feira

Uma nova semana se inicia e o efeito da tensão no mercado financeiro registrada na última semana parece ter perdido força entre o mercado de grãos na Bolsa de Chicago, o qual opera em campo positivo. Os futuros da soja lideram as altas na sessão desta segunda-feira (27) e os principais contratos subiam, por volta das 7h15 (horário de Brasília), mais de 19 pontos. Dessa forma, somente o contrato novembro/16 ainda operava abaixo dos US$ 11,00 por bushel.

Segundo analistas internacionais, o foco dos traders passa a se voltar, portanto, para os fundamentos próprios desse mercado, que passa ainda por um ajuste depois das baixas fortes registradas nas últimas sessões. Dessa forma, o clima nos Estados Unidos e a demanda internacional, principalmente por parte da China, passam a ganhar a maior parte das atenções novamente. Na última semana, as cotações perderam cerca de 6% na CBOT.

 

“A soja tem, certamente, o equilíbrio mais forte quando se observa o mercado de grãos. Temos visto o clima direcionando o andamento dos preços, além de uma demanda chinesa muito forte”, explica Graydon Chong, analista sênior de grãos do internacional Rabobank.

Assim, as previsões climáticas atualizadas nesta segunda-feira e mais os dois novos boletins que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta hoje – sendo o primeiro de embarques semanais e o segundo de acompanhamento de safras – serão aguardados pelos investidores e avaliados com atenção. Ainda nesta semana, na quinta-feira (30), o USDA traz um novo reporte com números atualizados sobre a área de plantio do país na safra 2016/17, o que pode trazer alguma especulação ao redor dos números.

Além disso, o acompanhamento do financeiro também segue, principalmente em relação aos efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia, anunciada na última semana. A recuperação das commodities é quase geral neste início de semana, a exceção fica por conta do café, que perde mais de 3% em Nova York, e do petróleo, que opera com baixa de pouco mais de 0,4% na bolsa norte-americana, ainda atuando na casa dos US$ 47,00 por barril.

Veja como fechou o mercado na última semana:

Soja tem semana de baixas com financeiro negativo, mas preços no Brasil devem voltar a subir

 

 

A decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia anunciada nesta sexta-feira (24) corou a semana negativa do mercado internacional da soja e mercado pela forte influência do mercado financeiro global. Durante os últimos dias, as especulações em torno do assunto foram tão intensas que contribuíram para uma maior aversão ao risco e, consequentemente, uma saída intensa dos fundos de investimento do mercado de commodities, entre eles a oleaginosa.

Segundo explicou o analista de mercado e economista Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, durante toda a semana, os fundos trabalharam com a perspectiva forte de que o Reino Unido permaneceria no bloco e alocaram recursos diante desse quadro. Quando a decisão foi contrária, “houve um desmantelamento dessas posições e os fundos tiveram de realocar esses recursos”, explica. E assim, buscando rentabilidade e segurança, migraram para ativos mais seguros como moedas – principalmente o dólar -, títulos dos tesouros americano e japonês, além do ouro, este registrando sua maior alta diária desde 2008.

Dessa forma, as baixas registradas no final da sessão desta sexta-feira superaram os 20 pontos entre os principais contratos, ou mais de 2%, com as posições mais distantes encerrando o dia já abaixo dos US$ 11,00 por bushel. No balanço semanal, porém, as perdas oscilam entre 4,87% e 6,07% na Bolsa de Chicago. O novembro/16, que é referência para a safra norte-americana, foi o que mais recuou e fechou a semana cotado a US$ 10,78 por bushel.

 

Fonte: Carolina Dias / Notícias Agrícolas