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Kátia Abreu promete R$ 9 bilhões para o pré-custeio da safra.

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Segundo a ministra, R$ 7 bilhões já estão disponíveis no Banco do Brasil.
Outros R$ 2 bilhões viriam da Caixa.

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, informou nesta terça-feira (14), após reunião no Ministério da Fazenda, que os recursos para o pré-custeio, modalidade de financiamento para compra de insumos para a safra, deverão somar R$ 9 bilhões. Segundo ela, as condições do pré-custeio serão anunciadas nesta quarta-feira (15).

“Agora vai sair o pré-custeio. Está faltando detalhezinho só. O pré-custeio vai sair amanhã. Já está disponível recurso no Banco do Brasil. Vai sair R$ 7 bilhões no Banco do Brasil e R$ 2 bilhões na Caixa. Os R$ 7 bilhões no Banco do Brasil é para a agricultura geral e os R$ 2 bilhões da Caixa, com juro menor, para o Pronamp [médios agricultores]”, declarou a ministra da Agricultura a jornalistas.

Os produtores do Centro-Oeste têm reclamado da demora do governo em liberar os recursos do pré-custeio, o que geralmente acontece em meados de fevereiro e março de cada ano. Segundo eles, a alta do dólar, embora melhore as perspectivas para as vendas externas em um cenário de queda dos preços das “commodities” (produtos básicos com cotação internacional, como alimentos), também encarece os insumos importados.

A ministra não fez comentários, porém, sobre a taxa de juros do pré-custeio. Atualmente, a taxa média está em 6,5% ao ano no plano safra 2014/2015 – que termina em junho próximo.

O governo já sinalizou que deve haver um aumento da taxa de juros. Nesta semana, o ministro da Fazsenda, Joaquim Levy, informou que o Plano Safra será apresentado “com realismo”.

Por: Alexandro Martello

Fonte: G1

Eventual alta de juros do Plano Safra não inviabiliza agricultura, diz ministra

Ministra Agricultura

Ministra defendeu maior união dos países dos Brics na OMC.
É preciso mais estudos antes de anunciar Plano Safra, diz Katia Abreu.

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou nesta sexta-feira (13), que um eventual aumento de juros nas linhas de crédito que compõem o Plano Safra não irá inviabilizar a agricultura. Kátia negocia com o Ministério da Fazenda os detalhes do plano que determinará o tamanho do apoio governamental à safra 2015/16, que começa em julho, e trabalha para evitar uma alta forte das taxas.

“Sabemos a velocidade que a agricultura responde. Estou tranquila em relação ao volume e juros que ofereceremos na próxima safra”, afirmou.

A fala da ministra ocorreu depois da 4ª Reunião de ministros da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que trata da cooperação entre os países do bloco no que diz respeito à agricultura e desenvolvimento agrário. A reunião teve a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e das delegações de cinco países.

Kátia Abreu ainda afirmou que antes de o Plano Safra ser anunciado, muitos estudos e produtos precisam ser avaliados. “Essa avaliação não é no sentido de tirar, mas de ampliar o apoio”, afirmou. A ministra ainda falou que o médio produtor precisa de mais informação sobre as linhas de crédito que estão disponíveis para custeio e investimento.

No encontro, a ministra defendeu uma maior união dos países que integram o BRICS na Organização Mundial do Comércio (OMC). E afirmou que na primeira semana de abril estará em Genebra e Bruxelas para falar sobre fortalecimento do organismo. Kátia afirmou que acordos sanitários e fitossanitários em organismos apropriados é o caminho a se persistir e que não se deve aceitar imposições de outros organismos considerados por ela como não adequados.

“Queremos estar em dia com todos os nossos protocolos para solidificar o comércio com a Rússia”, disse. “Sobre a China, estamos fechando acordo para abertura de plantas com mais agilidade, reduzindo a burocracia”.

Ela disse também que os países que formam a sigla solicitaram apoio ao Brasil na área de pesquisa e que foi apresentado a eles os objetivos do governo brasileiro em criar uma classe média no campo. Segundo a ministra, o problema dos pequenos produtores é que compram mal os insumos e vendem mal os produtos.

André Nassar
Kátia Abreu confirmou também no evento que André Nassar irá ocupar a Secretaria de Política Agrícola do ministério. Ele é fundador do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), ao lado do ex-diretor presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e atual executivo da BRF, Marcos Jank. O Icone se transformou, em 2013, em Agroicone, do qual Nassar é diretor-geral.

Entre os trabalhos do executivo e acadêmico citados no Agroicone estão o que reconheceu o etanol de cana-de-açúcar como biocombustível avançado pela Agência de Proteção Ambiental do Governo dos Estados Unidos (EPA-EUA).

 

Fonte: G1