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Soja: Mercado se recompõe em Chicago e abre a semana com fortes altas nesta 2ª feira

Uma nova semana se inicia e o efeito da tensão no mercado financeiro registrada na última semana parece ter perdido força entre o mercado de grãos na Bolsa de Chicago, o qual opera em campo positivo. Os futuros da soja lideram as altas na sessão desta segunda-feira (27) e os principais contratos subiam, por volta das 7h15 (horário de Brasília), mais de 19 pontos. Dessa forma, somente o contrato novembro/16 ainda operava abaixo dos US$ 11,00 por bushel.

Segundo analistas internacionais, o foco dos traders passa a se voltar, portanto, para os fundamentos próprios desse mercado, que passa ainda por um ajuste depois das baixas fortes registradas nas últimas sessões. Dessa forma, o clima nos Estados Unidos e a demanda internacional, principalmente por parte da China, passam a ganhar a maior parte das atenções novamente. Na última semana, as cotações perderam cerca de 6% na CBOT.

 

“A soja tem, certamente, o equilíbrio mais forte quando se observa o mercado de grãos. Temos visto o clima direcionando o andamento dos preços, além de uma demanda chinesa muito forte”, explica Graydon Chong, analista sênior de grãos do internacional Rabobank.

Assim, as previsões climáticas atualizadas nesta segunda-feira e mais os dois novos boletins que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta hoje – sendo o primeiro de embarques semanais e o segundo de acompanhamento de safras – serão aguardados pelos investidores e avaliados com atenção. Ainda nesta semana, na quinta-feira (30), o USDA traz um novo reporte com números atualizados sobre a área de plantio do país na safra 2016/17, o que pode trazer alguma especulação ao redor dos números.

Além disso, o acompanhamento do financeiro também segue, principalmente em relação aos efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia, anunciada na última semana. A recuperação das commodities é quase geral neste início de semana, a exceção fica por conta do café, que perde mais de 3% em Nova York, e do petróleo, que opera com baixa de pouco mais de 0,4% na bolsa norte-americana, ainda atuando na casa dos US$ 47,00 por barril.

Veja como fechou o mercado na última semana:

Soja tem semana de baixas com financeiro negativo, mas preços no Brasil devem voltar a subir

 

 

A decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia anunciada nesta sexta-feira (24) corou a semana negativa do mercado internacional da soja e mercado pela forte influência do mercado financeiro global. Durante os últimos dias, as especulações em torno do assunto foram tão intensas que contribuíram para uma maior aversão ao risco e, consequentemente, uma saída intensa dos fundos de investimento do mercado de commodities, entre eles a oleaginosa.

Segundo explicou o analista de mercado e economista Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, durante toda a semana, os fundos trabalharam com a perspectiva forte de que o Reino Unido permaneceria no bloco e alocaram recursos diante desse quadro. Quando a decisão foi contrária, “houve um desmantelamento dessas posições e os fundos tiveram de realocar esses recursos”, explica. E assim, buscando rentabilidade e segurança, migraram para ativos mais seguros como moedas – principalmente o dólar -, títulos dos tesouros americano e japonês, além do ouro, este registrando sua maior alta diária desde 2008.

Dessa forma, as baixas registradas no final da sessão desta sexta-feira superaram os 20 pontos entre os principais contratos, ou mais de 2%, com as posições mais distantes encerrando o dia já abaixo dos US$ 11,00 por bushel. No balanço semanal, porém, as perdas oscilam entre 4,87% e 6,07% na Bolsa de Chicago. O novembro/16, que é referência para a safra norte-americana, foi o que mais recuou e fechou a semana cotado a US$ 10,78 por bushel.

 

Fonte: Carolina Dias / Notícias Agrícolas

Milho: Cotações em Chicago iniciam o dia buscando recuperação após forte queda nas sessões anteriores

milho

Por volta das 7h55 (horário de Brasília), os vencimentos mais negociadas subiam entre 0,75 e 2 pontos, com apenas o vencimento julho/16 abaixo de US$ 4,00 por bushel. Já o setembro/16 era negociado a US$ 4,04.

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago acompanham a tentativa de recuperação dos demais grãos e trabalha com ligeiras altas na manhã desta quarta-feira (22) na Bolsa de Chicago. O cereal busca se recompor depois das perdas expressivas que foram observadas nos pregões anteriores, com as de ontem, que passaram de 23 pontos entre as principais posições.

Assim, por volta das 7h55 (horário de Brasília), os vencimentos mais negociadas subiam entre 0,75 e 2 pontos, com apenas o vencimento julho/16 abaixo de US$ 4,00 por bushel. Já o setembro/16 era negociado a US$ 4,04.

O Meio-Oeste americano conta com boas condições de clima favoráveis para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas e a pressão sobre os preços já acontece há algumas semanas. Nesse momento, boas chuvas chegam à importantes regiões produtoras e, até o último domingo (19), 75% das lavouras se encontravam em boas ou excelentes condições.

Além disso, há ainda as expectativas que permeiam o mercado financeiro nesta semana, trazendo alguma aversão ao risco aos investidores, principalmente à espera da decisão da Grã-Bretanha sobre sua permanência na União Europeia. Nesta quarta, a maior parte das ações asiáticas fechou em alta diante de perspectivas de que a Grã-Bretanha fica o que traz, em contrapartida, alguma segurança um pouco maior ao mercado. As especulações, porém, continuam e, consequentemente, a volatilidade também.

Diante do clima favorável nos EUA, preços do milho registram queda de mais de 5% na CBOT

As principais posições do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o pregão desta terça-feira (21) com quedas expressivas. Os vencimentos ampliaram o movimento negativo ao longo do dia e encerraram o dia com perdas entre 23,75 e 25 pontos. O contrato julho/16 perdeu o patamar dos US$ 4,00 por bushel, cotado a US$ 3,96 por bushel. Já o dezembro/16 era negociado a US$ 4,08 por bushel. As cotações acumularam desvalorizações de mais de 5%.

O analista de mercado da Novo Rumo Corretora, Mário Mariano, reportou que a manutenção do patamar de 75% de lavouras do cereal em boas ou excelentes condições acabou encorajando um movimento de vendas por parte dos fundos de investimentos. “Os fundos estavam comprados em grãos em meio à expectativa de que o La Niña trouxesse uma perda à safra americana. E os investidores esperavam uma queda de 2% a 3% no índice de lavouras em boas condições, como isso não aconteceu eles venderam as posições. Tivemos 47 mil contratos de milho vendidos”, afirma.

Desde ontem, os mapas climáticos voltaram a indicar chuvas em algumas partes do Meio-Oeste do país, o que, de acordo com alguns analistas, devem aliviar áreas que estavam mais secas. E o clima deverá continuar no radar dos participantes do mercado. Isso porque, em meados de julho, nas principais regiões, as lavouras deverão entrar em fase de polinização, uma das mais importantes para a cultura. O momento é considerado de definição da safra por parte dos investidores.

No final da tarde desta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que em torno de 75% das lavouras apresentam boas ou excelentes condições, mesmo índice registrado na semana anterior. O órgão também manteve o percentual de plantações em condição regular e condições ruins ou muito ruins, em 21% e 4%, respectivamente.

Ainda hoje, o consultor internacional Michael Cordonnier, revisou para baixo a estimativa para a produtividade média das lavouras de milho nesta safra em comparação com a semana anterior. O número ficou em 174,62 sacas por hectare, o USDA estima o rendimento médio das plantas em 177,8 sacas por hectare.

“Minha preocupação é de que algum milho sofra com o stress hídrico durante a polinização, quando a planta está definindo o tamanho da orelha. Uma vez que este tamanho está definido, ele não pode ficar maior, assim sendo, o stress durante a pré-polinização pode resultar em produtividades menores. Eu acredito que isso possa já estar ocorrendo em alguns locais com o leste do Kansas, norte do Missouri, sul de Iowa e oeste de Illinois, Indiana, Ohio e Michigan”, diz o consultor.

BM&F Bovespa

As cotações do milho fecharam a sessão desta terça-feira (21) em forte queda na BM&F Bovespa. As principais posições do cereal exibiram perdas entre 2,84% e 5,02%. O vencimento julho/16 era cotado a R$ 42,74 a saca, já o setembro/16, referência para a safrinha, recuou 4,98% e, finalizou o dia a R$ 40,09 a saca.

No Porto de Paranaguá, a saca do cereal para entrega em setembro/16 também encerrou o dia em queda, de 2,63%, cotada a R$ 37,00 a saca. No mercado interno, a terça-feira também foi negativa. No Mato Grosso, as praças de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, caíram 10,34% e a saca voltou a ser negociada a R$ 26,00.

Em São Gabriel do Oeste (MS), a queda foi de 5,88%, com a saca a R$ 32,00. Já em Ubiratã e Londrina, ambas no Paraná, o recuo ficou em 4,05%, com a saca do milho a R$ 35,50. Em Jataí (GO), a desvalorização foi de 2,56% e a saca encerrou o dia a R$ 38,00. Na região de Não-me-toque (RS), a queda foi de 2,17%, com a saca a R$ 45,00.

A forte queda registrada na Bolsa de Chicago (CBOT) também acabou influenciando o andamento das negociações na bolsa brasileira. Paralelemente, o avanço da colheita da safrinha no Brasil tem contribuído para pressionar as cotações do cereal. Com isso, é possível observar as praças que registram maior queda são as que estão mais adiantadas em relação aos trabalhos nos campos, como Mato Grosso e Paraná.

Por outro lado, há um interesse maior do lado vendedor, já que muitos produtores estão colhendo e já negociam o milho, em uma tentativa de aproveitar os valores mais altos. “E isso acaba pressionando ainda mais os valores praticados, de uma maneira mais intensa. Associado a esse cenário, temos os compradores que estão retraídos no mercado”, afirma o pesquisador do Cepea, Lucílio Alves. Ainda na formação desse cenário está a renegociação dos contratos feitos antecipadamente.

Fonte: Notícias Agrícolas

FPA vai ao STF contra novo imposto sobre os grãos

Em assembleia extraordinária, produtores goianos votam contra nova taxação sobre os grãos

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Nota oficial da Aprosoja GO e Faeg

Produtores em Rio Verde votam pela revogação imediata da taxação sobre grãos

Os produtores rurais reunidos em Assembleia Extraordinária realizada pelo Sindicato Rural de Rio Verde, na noite dessa segunda-feira (13), votaram pela revogação imediata e total do decreto nº 8.548/16 e das portarias que regulamentam a taxação sobre as exportações de soja e milho em Goiás. A ideia era defender, mais uma vez, o ponto de vista do setor produtivo e evitar mais prejuízos e incertezas na comercialização desses grãos.

A Assembleia contou com a participação de representantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e Sindicatos Rurais da região, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), da Comigo (cooperativa de produtores do Sudoeste goiano), e do deputado estadual Lissauer Vieira.

Os produtores rurais se mostraram muito insatisfeitos com as restrições sobre os embarques de soja e milho. Caso não haja a revogação imediata da medida, o setor decidiu aumentar a pressão no governo estadual com manifestações de repúdio via imprensa, adesivaços e outdoors. Também foi discutida a possibilidade de um tratoraço na porta do Palácio das Esmeraldas, em Goiânia.

Agricultores e indústria já haviam se encontrado na sexta-feira (10), em reunião na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED), quando não chegaram a um consenso sobre a tributação. “Concordamos em tirar o milho da cobrança, mas a indústria não abre mão de manter a taxação da soja”, contou o presidente da Faeg, José Mário Schreiner. Propuseram então, continuou ele, a contratação de uma consultoria independente para avaliar se, de fato, a taxação traz impactos nos preços. “A sugestão foi aceita pelas partes e levada ao governador Marconi Perillo, que a acatou”, afirmou.

O presidente da Aprosoja-GO, Bartolomeu Braz Pereira, explicou que a taxação de grãos vigora há anos no Mato Grosso do Sul e, hoje, está encrostada na economia daquele Estado. “Nosso medo é de que esta matemática se espalhe pelo País”, ressaltou. “A produção de grãos nunca teve incentivos em Goiás. Tínhamos crédito outorgado nas exportações e agora nem isso temos”, continuou. Ainda segundo Bartolomeu, que também é vice-presidente da Faeg, os produtores buscam competitividade e um mercado livre. “Queremos opções de negociação”, ressaltou.

Já o presidente da Comigo, Antonio Chavaglia, – que representou a indústria na reunião com a SED na última sexta-feira – voltou atrás, dizendo que “nunca esteve do lado do governo e que sempre defendeu o produtor”.

De acordo com o deputado estadual Lissauer Vieira, a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, disse-lhe que, de fato, o decreto influenciou o preço da soja e do milho no período em que esteve em vigor no início deste ano. “Não podemos aceitar pagar o pato mais uma vez”, disse o parlamentar.

Ação judicial

Bartolomeu afirmou também que a Aprosoja Brasil, da qual é vice-presidente, prepara uma ação para ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a constitucionalidade das tributações que incidem sobre exportações de grãos. Nesta terça-feira (14), em Brasília, Faeg e Aprosoja-GO debaterão esta pauta com os deputados federais da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) da Câmara. O assunto deve, ainda, ser discutido com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Para o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, todos os esforços são para a normalização do mercado. “Temos energia para melhorar muito o nosso Estado, mas os problemas nos desgastam. Estamos todos insatisfeitos”, lamentou. “Temos que refletir sobre todos os avanços que o setor produtivo e a iniciativa privada trazem à nossa economia. Estamos prontos para ir à luta”, afirmou.

Por: Carla Mendes
Fonte: NA + Aprosoja GO + Faeg