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Safra deve crescer 26% em 2017 e atingir recorde de produção, diz IGBE

Agronegócio deverá levar a alta do PIB no primeiro trimestre
Agronegócio deverá levar a alta do PIB no primeiro trimestre

Agronegócios deverá puxar a recuperação da economia no início deste ano; clima favorável e avanços tecnológicos justificam aumento da produção de grãos em 2017.

A safra brasileira de grãos deve avançar 26,2% este ano em relação a 2016, para 233,1 milhões de toneladas, segundo dados de abril do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (11). Dos 26 produtos avaliados, 15 terão aumento de produção neste ano, entre eles, soja, milho e arroz, que respondem por 94% da produção de grãos brasileira.

O IBGE elevou novamente sua estimativa para a safra brasileira. Na primeira projeção, a estimativa era de avanço de 16%, mas o número foi reajustado para cima mês a mês. Segundo o gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, o clima favorável vem confirmando uma colheita maior, o que leva ao aumento das projeções.

O crescimento da safra virá, principalmente, de ganhos de produtividade, já que a produção cresce acima da área plantada. No caso do soja, por exemplo, a área plantada deve avançar 2,4% em 2017, mas a produção deverá crescer 17,5%, segundo estimativas do IBGE. No caso do milho, a área e a produção cresceram, respectivamente, 16,5% e 46,8%. Para o arroz, o avanço foi de 3,3% na área e 13,5% na produção.

“Existe um maior aporte de tecnologias no campo que sempre melhora a produtividade. Mas o clima favorável é o principal fator para o aumento da produção. Ano passado a safra foi prejudicada pelas secas e este ano as chuvas estão bem distribuídas e favorecem a agricultura”, afirmou Guedes.

Impacto na economia

O avanço do agronegócios deverá puxar a economia brasileira no início do ano. Depois de oito trimestres consecutivos de queda no PIB, as projeções apontam para um crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre, puxado quase que exclusivamente pelo agronegócio.

A safra recorde trará ganhos ao setor. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima em 8,5% a alta o PIB do setor em 2017, após um recuo de 6,6% no ano passado.

O gerente de agricultura do IBGE ressaltou que o aumento dos estoques já pressiona o preço da saca de soja e milho para baixo. Os exportadores também devem ganhar menos já que o dólar no início deste ano está mais baixo do que a cotação no início do ano passado, que chegou a R$ 4. “Mesmo assim será um ano melhor para os produtores. O volume colhido é muito maior”, disse Guedes.

Fonte: Globo.com

Safra de cana-de-açúcar deve aumentar 4,4%

A Região Sul apresenta o maior aumento percentual de área plantada. O Paraná deve colher a cana bisada.
A Região Sul apresenta o maior aumento percentual de área plantada. O Paraná deve colher a cana bisada.

Mas a oferta de etanol será menor, já que os preços do açúcar estão melhores.

A produção de cana-de-açúcar deverá aumentar 4,4% e chegar a 694,54 milhões de toneladas na Safra 2016/2017, de acordo com o terceiro levantamento divulgado nesta terça-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na safra anterior foram colhidas 665,59 milhões de toneladas. A área plantada também está maior, sendo estimada em 9,1 milhões hectares, 5,3% a mais do que na Safra 2015/16, que foi de 8,6 milhões de hectares.

A maior rentabilidade proporcionada pelo açúcar irá repercutir em aumento de 18,9% na produção, devendo alcançar 39,8 milhões de toneladas, enquanto a produção de etanol deve recuar 8,5%, ficando em 27,9 bilhões de litros.

No caso do etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, a produção deverá aumentar 1,5%, alcançando 11,4 bilhões de litros, impulsionado pelo aumento do consumo de gasolina em detrimento do etanol hidratado. Na safra anterior, foram 11,2 bilhões de litros.

O etanol hidratado deverá atingir 6,5 bilhões de litros, com redução de 14,3% ou de 2,8 bilhões de litros, na comparação com a última safra, que chegou a 19,2 bilhões de litros. A redução é explicada pela queda de consumo do combustível.

No Sudeste, é estimado aumento da área plantada. As chuvas atrasaram a colheita da safra anterior ocasionando aumento da quantidade de cana bisada em 7,1% na participação do total da produção. A produtividade foi excelente, na safra anterior, e as expectativas também são boas nesta nova safra.

O Centro-Oeste também deverá apresentar aumento da área. Nessa região, onde a produtividade foi muito positiva na safra anterior, nesta safra, a diminuição da chuva, deve impactar em menor produtividade, na ordem de 9,5%, e em recuo de 3,9%, na produção.

No Nordeste, deve haver diminuição da área de colheita e aumento de produtividade, o que se deve, entre outras coisas, à recuperação em relação ao deficit hídrico da última safra.

A Região Sul apresenta o maior aumento percentual de área plantada. O Paraná deve colher a cana bisada. E a Região Norte, responsável por menos de 1% da produção nacional, deve ter aumento da área cultivada, o que tem acontecido de uns anos para cá. Mas a produtividade tende a cair, em função das condições climáticas.

Fonte: Gazeta do Povo

Em setembro, IBGE prevê safra de grãos 12,3% menor que a de 2015

Safra de grãos deverá ser 12,3% menor do que a de 2015.
Safra de grãos deverá ser 12,3% menor do que a de 2015.

Safra de cereais e leguminosas deve atingir 183,9 milhões de toneladas.
Área a ser colhida é de 57,1 milhões de hectares, 0,7% abaixo da de 2015.

A safra de grãos deste ano deverá ficar 12,3% abaixo da obtida em 2015, segundo a previsão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feita no mês de setembro e divulgada nesta quinta-feira (6).

A nona estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas somou 183,9 milhões de toneladas, ou seja, 25,7 milhões de toneladas a menos do que foi colhido no ano passado.

A previsão do IBGE indica que a área a ser colhida é de 57,1 milhões de hectares – 0,7% abaixo do que a do ano anterior, quando chegou a 57,5 milhões de hectares.

Os três principais produtos desse grupo considerado pelo IBGE são arroz, milho e soja. Somados, chegam a 92,6% da estimativa de produção e a 87,9% da área a ser colhida. De acordo com o IBGE, a produção de soja deverá cair 1,4%, a de arroz, 14,9%, e a de milho, 25,2%, na comparação com 2015.

Na análise regional, o volume da produção de grãos apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 75,3 milhões de toneladas; Sul, 72,7 milhões de toneladas; Sudeste, 19,6 milhões de toneladas; Nordeste, 9,8 milhões de toneladas; e Norte, 6,5 milhões de toneladas.

Na comparação com a safra passada, foi registrada redução de 2,1% na região Sudeste, de 14,9% na região Norte, de 40,1% na região Nordeste, de 16,1% na região Centro-Oeste e de 4,1% na região Sul.

O estado que liderou a produção nessa estimativa de setembro foi o Mato Grosso, com uma participação de 24,1%, seguido pelo Paraná (19,2%) e Rio Grande do Sul (17,1%).

Estimativa de produção

Cresceu
Aveia em grão (45,4%)
Café em grão-arábica (23,6%)
Cebola (4,1%)
Cevada em grão (66,8%)
Mandioca (4,3%)
Trigo em grão (12,8%)
Triticale em grão (32,3%)

Diminuiu
Algodão herbáceo em caroço (-19,5%)
Amendoim em casca 1ª safra (-9,8%)
Amendoim em casca 2ª safra (-26,6%)
Arroz em casca (-14,9%)
Batata-inglesa 1ª safra (-3,1%)
Batata-inglesa 2ª safra (-7,2%)
Batata-inglesa 3ª safra (-6,0%)
Cacau em amêndoa (-21,5%)
Café em grão-canephora (28,2%)
Cana-de-açúcar (-1,9%)
Feijão em grão 1ª safra (-14,5%)
Feijão em grão 2ª safra (-20,6%)
Feijão em grão 3ª safra (-2,4%)
Laranja (-4,9%)
Mamona em baga (-51,9%)
Milho em grão 1ª safra (-16,1%)
Milho em grão 2ª safra (-29,8%)
Soja em grão (-1,4%)
Sorgo em grão (-45,9%)

Fonte: Globo.com