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Paraná terá R$ 11,9 bilhões para financiamento da safra

O Banco do Brasil lançou nesta quinta-feira (27) o Plano Safra 2019/20 para a agropecuária brasileira, que está disponibilizando R$ 103 bilhões em créditos para financiamento rural no País, sendo R$ 91,5 bilhões para o crédito rural em custeio, comercialização e investimento, e R$ 11,5 bilhões para o crédito agroindustrial. Desse total, R$ 11,9 bilhões estarão à disposição do Paraná.

O anúncio foi feito em Curitiba em solenidade que contou com a presença do vice-governador Darci Piana, do secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, do diretor de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Waz, do ex-governador Paulo Pimentel, e de lideranças do agronegócio paranaense.

Os recursos previstos pelo banco para serem aplicados no Paraná representam um crescimento de quase 20% em relação à safra anterior, quando foram aplicados no Estado R$ 10,6 bilhões. Dos recursos previstos para o Paraná, R$ 10,1 bilhões serão direcionados para custeio, comercialização e industrialização da safra, e R$ 1,8 bilhão em investimentos.

As taxas de juros foram mantidas em 3% a 4,6% ao ano para o Pronaf; 6% para os pequenos produtores e 8% ao ano para os demais produtores nas linhas de custeio, comercialização e agroindustrialização. Nas linhas para investimentos, os juros agrícolas variam de 3% a 10,5% ao ano.

O Banco do Brasil tem uma participação de 58,2% no mercado de crédito rural brasileiro, com atendimento a 1,5 milhão de produtores rurais. Na safra passada, desembolsou R$ 10,6 bilhões em crédito rural no Paraná, sendo R$ 8,8 bilhões em custeio, comercialização e industrialização e R$ 1,8 bilhão em investimentos.

Para a safra 2019/20, o Banco do Brasil está reforçando o atendimento ao seguro rural, direcionando um volume de R$ 1 bilhão para pagamento das subvenções ao prêmio do seguro rural. Segundo o diretor de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Waz, essa é a primeira vez que o banco faz um aporte nesse volume, sendo que nos últimos dois anos destinou entre R$ 370 milhões a R$ 400 milhões ao seguro rural em todo o País.

Darci Piana destacou que o Banco do Brasil é um grande parceiro do agronegócio e do Paraná, que colabora para o desenvolvimento do Estado. “A disponibilização desses recursos representa a continuidade dos nossos investimentos no agronegócio”, disse. Segundo ele, com o projeto do Governo do Paraná em industrializar a agricultura para dar valor agregado aos grãos, e aumentar o valor do produto de exportação, é fundamental o apoio de uma instituição como o Banco do Brasil.

O secretário Norberto Ortigara reforçou que o Paraná tem uma participação muito relevante no desempenho da agricultura brasileira, e mostrou a disposição do governo estadual em estar presente no processo, orientando os produtores na busca de um bom desempenho e renda.

“Esperamos que nossos agricultores façam um bom planejamento das suas atividades, com apoio dos agentes financeiros e da Emater na elaboração dos projetos e acompanhamento no dia a dia”, disse.

Para o secretário, o anúncio dos recursos do banco disponíveis ao Paraná é importante para que todos os produtores e cooperativas tenham pleno conhecimento das oportunidades em crédito para fazer um bom cultivo, uma boa criação, um bom processamento. E também para que possam planejar seus investimentos como a compra de máquinas agrícolas, e instalação de estruturas de armazenagem na propriedade.

Wilson Waz, do Ministério da Agricultura, destacou a importância dos recursos que serão disponibilizados ao Paraná, afirmando que a diversidade da produção agropecuária paranaense é imbatível. “O Paraná é o maior produtor de alimentos e líder no atendimento à demanda por alimentos de outros países”, afirmou.

RECURSOS – Os financiamentos começam a ser liberados nas agências do banco a partir de 1º de julho para financiamento das atividades do ano agrícola 2019/20.

Entre as novidades da próxima safra está o custeio digital, que poderá ser feito 100% a partir da tela de um celular na propriedade rural. O investimento em tecnologia vem se expandindo, sendo que do ano passado para cá foram feitas mais de cinco bilhões de operações na modalidade mobile em atendimento a 16 mil contratos.

Segundo Wilson Waz, as taxas de juros do Pronaf e Pronamp foram mantidas, assim como as taxas para investimentos em linhas como ABC – baixo carbono, Inovagro (financiamento para incorporação de inovações tecnológicas nas propriedades rurais) e construção de armazéns em propriedades rurais, que continuam sendo prioridades no campo.

Dos R$ 11,9 bilhões previstos para o Paraná, o Pronaf (para atendimento dos agricultores familiares) será contemplado com uma carteira de R$ 2,1 bilhões, que representa um crescimento de 31% sobre as aplicações na safra anterior. Mais R$ 2,7 bilhões serão destinados para atender o Pronamp (médios produtores), representando um crescimento de 17%. E R$ 7,1 bilhões para os demais produtores, um crescimento de 6%.

Para o País, o banco vai disponibilizar R$ 77,4 bilhões para médios e grandes produtores e R$ 14,10 bilhões para a Agricultura Familiar. Além disso, vai disponibilizar R$ 11,5 bilhões para o crédito agroindustrial.

Fonte: Agência de notícias do Paraná

Data limite para colheita da soja é 15 de maio no Paraná

Buscando um controle mais eficaz da Ferrugem Asiática da Soja no Paraná, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) em parceria com outras entidades do setor agropecuário, como o Sistema Faep/Senar, vem fixando algumas datas importantes para o cultivo da soja no estado.

Uma delas é que todos os produtores rurais do Paraná façam a dessecação ou realizem a colheita da soja até o dia 15 de maio, segundo a Portaria 202/2017, que também estabelece que o plantio da cultura deveria ser feito até o dia 31 de dezembro, onde excepcionalmente na safra 2017/2018, por motivos climáticos, o prazo se estendeu até o dia 14 de janeiro.

Na mesma portaria diz que: “Os infratores das disposições desta Portaria sujeitam-se as sanções administrativas previstas no art. 9º da Lei Estadual nº 11.200 (…)” (Artigo 9º Portaria 202/2017), onde as penalizações variam de multas, proibição do comércio, interdição da propriedade agrícola, entre outras.

O Vazio Sanitário da Soja, período de 90 dias com ausência total de plantas vivas de soja a campo, com o objetivo de reduzir o inóculo do fungo da Ferrugem Asiática durante a entressafra, inicia no dia 10 de junho e se estende até o dia 10 de setembro.

Fonte: Sindicato Rural de Guarapuava

Degradação do solo agrava seca no ES e aumenta prejuízos no campo

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Áreas de pastagem e de café são as mais atingidas.
Estado tenta reverter a situação.

Seca afeta agricultura e pecuária no Espírito Santo

A forma equivocada de plantio e manejo do solo adotada ao longo dos anos em boa parte do Espírito Santo tem transformado grandes áreas produtivas em solos inférteis.

Um estudo do Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) aponta que o estado tem 393 mil hectares de solo degradado, o que equivale a 16,65% da área agrícola total. Ou seja, a cada seis hectares cultivados um deles está infértil.

A degradação do solo nas áreas agrícolas concentra-se em maior parte nas atividades de pastagens e de café, especialmente na região Noroeste, devido à fragilidade dos solos, elevada erosividade das chuvas e pouca cobertura vegetal. Do total da área degradada, 238 mil hectares correspondem a áreas cultivadas com pastagens e 118 mil hectares com café.

Segundo o órgão, a ocupação do solo para o desenvolvimento de atividades agrícolas ocorreu, historicamente, de forma predatória em relação aos recursos naturais, com desmatamento indiscriminado, sem o planejamento correto do uso das terras e sem a utilização de práticas de conservação adequadas.

Esses fatores têm trazido uma série de consequências econômicas, sociais e ambientais ao produtor rural, ao setor público e a toda sociedade capixaba.

Entre elas, a redução da capacidade produtiva do solo, assoreamento de cursos d’água, irregularidade no fluxo dos rios e córregos e períodos de seca e enchentes com maior frequência, além de poluição física da água, destruição de estradas e outros bens públicos.

Nas lavouras de café, os principais problemas acontecem devido à erosão causada por práticas como excesso de capinas, plantios antigos com baixa densidade e pouco uso de práticas de conservação eficientes.

Nas áreas de pastagens, a degradação ocorre principalmente em função da compactação do   solo provocada pela implantação incorreta da pastagem, pela ausência de correção do   solo  e do manejo inadequado no que diz respeito à alta taxa de lotação, com excessivo pastejo e pisoteio pelo gado.

Na avaliação de Mauro Rossoni Júnior, diretor técnico do Incaper, o momento de seca extrema atual deve ser pensado como oportunidade para construir uma nova proposta de conservação do solo no estado.

“Tem que haver um conhecimento mais aprofundado de como patrolar (nivelar) uma estrada rural e como construir caixas secas, por exemplo. Temos que trabalhar a conservação da água e dos solos rurais”, argumenta.

Para o diretor, essas técnicas mais eficazes não eram uma demanda do campo, mas agora passaram a ser, devido ao aumento – motivado pela seca – da preocupação com os recursos naturais.

“Antes se priorizava a extensão quantitativa, o volume de produção e de área. Hoje estamos passando para um trabalho qualitativo, que é a proposta de um produtor sustentável”.

Boas práticas de manejo do solo  e da água incentivadas pelo Incaper

– Implantação de caixas secas em carreadores e estradas vicinais para coletar a água da chuva e promover a recarga dos lençóis freáticos;

- Adequação e manejo dos sistemas de irrigação com otimização da água aplicada aos cultivos, visando ao uso racional dos recursos hídricos;

- Construção de pequenas barragens para armazenamento de água na propriedade;

– Manejo de roçadas nas lavouras de forma a manter o solo coberto para redução do processo erosivo e melhoria da capacidade de retenção de água do solo;

- Manutenção e ampliação da cobertura florestal e recomendação de cultivo utilizando variedades tolerante à seca.

Benefícios trazidos pela recuperação e conservação dos solos

- Aumento da produtividade e da área disponível para uso agrícola;

- Redução no custo de manutenção das estradas;

- Maior período de disponibilidade de água nas épocas secas;

- Redução do assoreamento dos mananciais e cursos de água;

- Diminuição da intensidade e frequência de enchentes e secas;

Erosão

Um dos principais agentes de degradação do solo agrícola são as estradas mal construídas. Elas servem de foco inicial para a erosão que se espalha pela lavoura e termina com o assoreamento dos canais d’água e reservatórios.

Meta é ampliar cobertura florestal em 20%

O Espírito Santo sofreu, principalmente a partir da década de 1950, um processo acelerado de desmatamento, o que fez com que restassem hoje menos de 14% de suas florestas.

Para minimizar o impacto da devastação, o Incaper pretende atingir pelo menos 20% de cobertura florestal no estado, nos próximos anos – índice preconizado pela legislação federal.

“A degradação era forte porque a gente vinha de uma cultura de desmatar. A partir de um certo momento, começou-se a sentir na pele os efeitos disso. Hoje temos exemplos onde, mesmo diante da estiagem, quem preserva o solo tem água”, diz o diretor técnico do Incaper, Mauro Rossoni.

Munido dessas informações, o estado tem desenvolvido, por meio do Incaper, uma série de ações com o intuito de diminuir a área degradada.

Um delas é a capacitação técnica de extensionistas e técnicos, por meio de incentivo à produção agropecuária com foco na sustentabilidade e nas inovações tecnológicas.

Um curso de capacitação vai ser oferecido, a partir desta terça-feira (26), intitulado “Cafeicultura Sustentável: Manejo e conservação do solo e da água e alternativas para a convivência com a seca”.

Inicialmente vai atender os funcionários da entidade e demais profissionais da área pública que atuam com a agricultura.

Uma das técnicas ensinadas será a de manejo adequado das ervas nativas nas lavouras de café por meio da roçada, técnica que visa minimizar o processo de erosão e melhorar as características do solo.

Resultados de pesquisa do Incaper em áreas cultivadas com declividade média de 20% mostraram que a tecnologia reduziu as perdas de   solo  em até 70% e de água em até 55% nas lavouras.

Fonte: Globo.com