Arquivo da tag: agricultor

Demanda mundial por soja dobrará até 2050

soja

No meio deste século, o planeta precisará de 700 milhões de toneladas de soja, o dobro da produção atual. O Brasil, segundo maior produtor mundial da leguminosa, poderá aproveitar a oportunidade desse mercado crescente se investir em pesquisa, infraestrutura e política agrícola. Essas são algumas observações de uma Nota Técnica elaborada por pesquisadores da Embrapa que delinearam os principais desafios para a produção da mais importante cultura agrícola do País.

De acordo com os especialistas, os principais problemas a serem enfrentados são de ordem fitossanitária como ferrugem asiática, percevejos e nematoides que acometem a leguminosa. Os desafios também envolvem as plantas invasoras, cada vez mais resistentes a herbicidas, e o manejo do solo, cuja degradação e perda de fertilidade provocam o encadeamento de uma série de problemas agronômicos, como surgimento de doenças e pragas.

Quase US$80 bi perdidos com a seca

O texto também destaca a importância de se investir em tecnologias voltadas à tolerância à seca e à eficiência hídrica. O aumento da frequência de extremos climáticos, com maior intensidade e abrangência, tem imposto prejuízos consideráveis à soja. Entre 2004 e 2014, somente a Região Sul do Brasil registrou perdas de cerca de R$ 27 bilhões por causa de eventos de seca. Em 37 safras brasileiras, entre 1976/1977 e 2013/2014, estima-se que o País somou US$ 79,6 bilhões em prejuízos provocados por seca.

Quer saber mais sobre essa noticia? Clicando no link abaixo você será redirecionado para a matéria completa!

Noticia completa em: noticias agricolas 

Irmãs Grimm apresentam: a história das últimas espigas de milho de São Gabriel

Baseados nos contos dos Irmãos Grimm, contamos aqui a história da transmissão de conhecimento e amor à terra de duas famílias do Mato Grosso do Sul”

Era uma vez a história de um mar verde. Por lá, sequer tem praia. Mas entre outubro e janeiro, existe um oceano de soja. E dentro desse mar fica uma ilha. Nela estão algumas das últimas mudas de milho plantadas para a temporada de verão, um alimento raro nessa época e que pode virar comida, ração e até mesmo etanol.

Quem cuida dessa ilha é a família Grimm. Ou melhor, as herdeiras da propriedade do Sr. Valdir Grimm, um ‘agricultor raiz’ que ajudou a despertar em Letícia e Luana o interesse pela agricultura. Hoje Valdir está tranquilo. Com ambas formadas em agronomia, elas são a terceira geração a tocar esse barco.

Mas é claro elas não fazem isso sozinhas, já que a ilha é grande. São 300 hectares de milho verão e outros 1.800 hectares que engrandecem o mar de soja de São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul. Com a ajuda de 11 escudeiros, Letícia explica o porquê ainda aposta no milho, já que no município são raras as ilhas com o grão:
“É importante para fazer rotação de cultura”, destaca. Na safra seguinte, os 15% a 20% da área da propriedade utilizados para o milho no verão trazem nutrientes melhores para o solo que receberá o plantio da soja. Ou seja, essa ilha de milho auxilia na produtividade. “Muitos [produtores] hoje só plantam soja [no verão], mas até três anos atrás, um terço da área era de milho”, afirma.

Faz sentido: em 2016, o preço do milho batia a casa de R$ 31 na região. No ano seguinte, despencou para menos de R$ 20. “Mas é importante [manter o plantio variado] até para não colocar todos os ovos na mesma cesta”, diz Letícia. Durante o inverno, elas variam o plantio, com palhada, milho e, nabo e aveia. A técnica se chama cobertura de solo, adequando o terreno para quando vier a soja, o carro chefe de 100 entre 100 produtores da região.

Tais pais, tais filhas
A família Grimm é um dos exemplos de sucessão no campo em São Gabriel do Oeste. Outro é a família de Sérgio Marcon, agricultor e pai de duas filhas: uma segue a carreira de medicina e a outra de administração. O curso do pai? Administração. “As mulheres estão cada vez mais presentes no campo”, afirma Sérgio. Ele garante: o gosto pelo empreendedorismo agrícola foi natural e ele torce para que a filha toque as terras da família.
Com os Grimm, o sonho de Sérgio já é realidade. As filhas de Valdir dizem que também não foram forçadas pelo pai e se encantaram pelo campo naturalmente. Mas apoio não faltou. Nunca. ”

“Meu pai tem a cabeça muito aberta e aceita muito bem as novas ideias. Fizermos até cursos [de sucessão no campo] juntos. Um deles foi em gestão”, diz Letícia. Já Luana, caçula da família, tem duas inspirações: além do pai, a irmã mais velha.

“A gente vem planejado tudo juntas, eu e a Letícia. Meu pai entendeu muito bem a questão da sucessão. Mas eu entrei por amor aos negócios, nunca ele nos induziu. Para ele, foi uma surpresa”, garante Luana.

Sérgio Marcon tem uma explicação para a continuidade: “Aqui nós vamos seguindo o trabalho das gerações anteriores, de nossos pais. Tanto o meu sobrinho quanto a minha filha começam a gerir as nossas propriedades. Nós estamos acompanhando, mas as tomadas de decisões já são por nossos sucessores”. O sobrinho dele é agrônomo de formação.

Entre as inovações trazidas pelas novas gerações estão as novas tecnologias. Letícia mostra no campo um iPad, em que monitora e faz anotações sobre as condições das lavouras e calcula as necessidades dos terrenos. Além disso, os equipamentos agrícolas são equipados. Tem GPS e outros recursos que atendem e melhoram a produção. Resultado: mais produtividade, maior rentabilidade e duas ou mais gerações aprendendo juntas.

FONTE: Gazeta do Povo

Governo autoriza Conab a vender 100 mil toneladas de milho a pequenos criadores

milho

A Conab já vendeu neste ano, por meio do Programa de Vendas em Balcão, outras 200 mil toneladas do grão.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai poder vender até 100 mil toneladas extras de milho diretamente a pequenos criadores e agroindústrias por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

A autorização foi concedida pelo Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep) em resolução datada de 15 de outubro e publicada nesta quarta-feira (31).

A Conab já vendeu neste ano, por meio do programa, outras 200 mil toneladas de milho. A oferta extra se fez necessária, segundo a companhia, por conta do desabastecimento provocado pela greve dos caminhoneiros e também pelo aumento da procura devido ao agravamento da seca no Nordeste. Com a falta de chuvas, houve quebra de safra e aumento dos preços nos mercados locais.

A compra está limitada a 10 toneladas por mês para beneficiários das regiões Nordeste e Norte e a 14 toneladas por mês para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O preço para venda será baseado nos valores do mercado atacadista local.

A Conab afirma que programou novas operações de frete para dar continuidade ao abastecimento de milho no país, priorizando as regiões com forte demanda ou com estoques reduzidos.

ProVB

O ProVB visa abastecer os criadores rurais de pequeno porte e a micro agroindústrias com produtos agrícolas sob gestão da Conab por meio de vendas diretas, a preços compatrícios com os praticados em pregões públicos ou com os dos mercados atacadistas locais.

FONTE: G1