Custos elevados pressionam safra no Oeste da Bahia

 

Região que concentra a maior parte da produção agrícola do MaToPiBa, o Oeste da Bahia deve consolidar uma recuperação das lavouras de soja e milho em relação a última safra. Os municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães não escaparam de veranicos, mas o setor descarta uma quebra generalizada. A oleaginosa deve fechar com médias de 50 sacas por hectare, enquanto o milho vai ficar na casa de 135 sacas por hectare.

Para o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato, o resultado está abaixo do potencial máximo das lavouras (60 sacas/ha), e é agravado por forte aumento nos custos de produção. Uma das despesas mais expressivas é no uso de inseticidas para controle da Helicoverpa armigera, praga que dizimou os campos da região duas safras atrás. “A lagarta foi controlada, mas para isso tivemos que incorporar um custo de US$ 120 por hectare em aplicações complementares”, pontua Julio, da Aiba. Hoje o gasto médio para o cultivo da oleaginosa na região é de US$ 900 por hectare, revela.

Com isso, mesmo num ano sem sustos as margens devem continuar apertadas. “As lavouras vão produzir 15% a mais do que no ano passado, mas o custo subiu 20% no mesmo período”, compara Aristeu Pellenz, agricultor e vice-presidente do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães. Nesse cenário somente o plantio em escala, utilizando grandes áreas, é capaz de gerar boa rentabilidade, afirmam os produtores.

 

Fonte: Gazeta do Povo, por Igor Castanho 

Eventual alta de juros do Plano Safra não inviabiliza agricultura, diz ministra

Ministra Agricultura

Ministra defendeu maior união dos países dos Brics na OMC.
É preciso mais estudos antes de anunciar Plano Safra, diz Katia Abreu.

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou nesta sexta-feira (13), que um eventual aumento de juros nas linhas de crédito que compõem o Plano Safra não irá inviabilizar a agricultura. Kátia negocia com o Ministério da Fazenda os detalhes do plano que determinará o tamanho do apoio governamental à safra 2015/16, que começa em julho, e trabalha para evitar uma alta forte das taxas.

“Sabemos a velocidade que a agricultura responde. Estou tranquila em relação ao volume e juros que ofereceremos na próxima safra”, afirmou.

A fala da ministra ocorreu depois da 4ª Reunião de ministros da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que trata da cooperação entre os países do bloco no que diz respeito à agricultura e desenvolvimento agrário. A reunião teve a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e das delegações de cinco países.

Kátia Abreu ainda afirmou que antes de o Plano Safra ser anunciado, muitos estudos e produtos precisam ser avaliados. “Essa avaliação não é no sentido de tirar, mas de ampliar o apoio”, afirmou. A ministra ainda falou que o médio produtor precisa de mais informação sobre as linhas de crédito que estão disponíveis para custeio e investimento.

No encontro, a ministra defendeu uma maior união dos países que integram o BRICS na Organização Mundial do Comércio (OMC). E afirmou que na primeira semana de abril estará em Genebra e Bruxelas para falar sobre fortalecimento do organismo. Kátia afirmou que acordos sanitários e fitossanitários em organismos apropriados é o caminho a se persistir e que não se deve aceitar imposições de outros organismos considerados por ela como não adequados.

“Queremos estar em dia com todos os nossos protocolos para solidificar o comércio com a Rússia”, disse. “Sobre a China, estamos fechando acordo para abertura de plantas com mais agilidade, reduzindo a burocracia”.

Ela disse também que os países que formam a sigla solicitaram apoio ao Brasil na área de pesquisa e que foi apresentado a eles os objetivos do governo brasileiro em criar uma classe média no campo. Segundo a ministra, o problema dos pequenos produtores é que compram mal os insumos e vendem mal os produtos.

André Nassar
Kátia Abreu confirmou também no evento que André Nassar irá ocupar a Secretaria de Política Agrícola do ministério. Ele é fundador do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), ao lado do ex-diretor presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e atual executivo da BRF, Marcos Jank. O Icone se transformou, em 2013, em Agroicone, do qual Nassar é diretor-geral.

Entre os trabalhos do executivo e acadêmico citados no Agroicone estão o que reconheceu o etanol de cana-de-açúcar como biocombustível avançado pela Agência de Proteção Ambiental do Governo dos Estados Unidos (EPA-EUA).

 

Fonte: G1

Primeira semana do mês já teve mais exportação de soja que fevereiro todo.

Exportação

Exportações atingiram na 1ª semana de março 1,05 milhão de toneladas.

Dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

As exportações de soja do Brasil atingiram na primeira semana de março 1,05 milhão de toneladas, com uma média de embarques diários de 210 mil toneladas, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (9).

Apenas na primeira semana de março o Brasil já exportou mais do que em todo o mês de fevereiro, quando o escoamento estava em seu início e foi afetado por protestos de caminhoneiros, que reduziram os estoques nos portos exportadores.

As exportações de soja do Brasil no mês passado foram as piores para o mês de fevereiro dos últimos quatro anos, também por influência de um atraso na colheita da oleaginosa.

Entretanto, as exportações diárias no início de março ainda estão abaixo da média dos embarques em igual período de 2014, quando somaram 327,9 mil toneladas, fechando março de 2014 com 6,22 milhões de toneladas.

À medida que mais soja chega aos portos, as exportações brasileiras deverão crescer nos próximos meses.

A fila de navios esperando para carregar soja nos portos brasileiros cresceu 61% em uma semana, mostraram dados divulgados na última sexta-feira (6), em um momento de grande chegada de embarcações para carregar a nova safra brasileira.

O número de navios ancorados nas proximidades de portos brasileiros saltou para 82 na sexta-feira, ante 51 uma semana atrás, enquanto o volume de soja em grãos previsto para ser carregado totaliza 5,17 milhões de toneladas, segundo dados da agência marítima Williams analisados pela Reuters.

O Brasil deverá exportar cerca de 46 milhões de toneladas na temporadas 2014/15, segundo previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A soja é o principal produto de exportação do agronegócio do Brasil, um dos líderes globais nas vendas do grão, ao lado dos Estados Unidos.

 

Fonte: G1