Trigo mais barato não alivia alta do pão no Paraná.

 

Produtores enfrentam baixa remuneração pelo trigo no campo.
Produtores enfrentam baixa remuneração pelo trigo no campo.

Principal matéria-prima utilizada na fabricação do pão francês, o trigo acumula desvalorização de 26% no campo em 12 meses. Neste mesmo período as padarias registraram alta de 2% no valor do alimento. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que, em Curitiba, o quilo do pão terminou o mês de março com preço médio de R$8,10 no varejo.

A explicação para a diferença é a baixa influência do grão colhido no campo nos custos do produto vendido no varejo. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (08) em um relatório divulgado pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Conforme o técnico da entidade Hugo Godinho, o problema está no aumento de outros custos embutidos na produção do pão. “Se dependesse apenas do trigo paranaense e os outros custos tivessem se mantido, o pão poderia estar R$0,19 mais barato”, aponta.

Os fatores que mais pesaram na alta foram os gastos com energia e mão de obra. O estudo pondera que o salário mínimo teve reajuste de 9%, “o que deve ser o principal fator a influenciar o preço final do pão”, salienta Godinho.

Safra cheia, preço baixo

Enquanto o Brasil importa 60% do trigo utilizado pela indústria, no Paraná essa proporção não chega a 15%. Na última safra o estado retomou a liderança na produção nacional do grão, com 3,7 milhões de toneladas colhidas. A indústria paranaense também é líder no processamento, sendo a principal produtora de farinha do país.

Mesmo com condições favoráveis a demanda, a baixa remuneração desperta preocupação no campo. Em algumas regiões do estado a saca de 60 quilos é negociada abaixo de R$ 30, ficando inferior ao preço mínimo estipulado pelo governo (R$ 33,45/sc). No ano passado o governo federal precisou intervir no mercado por meio da realização de leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), para viabilizar a comercialização.

 

Fonte: Agro Negócio

Em março, IBGE prevê safra 3,6% maior que a de 2014.

Colheita de soja em Mato Grosso do Sul.
Colheita de soja em Mato Grosso do Sul.

Safra de cereais, leguminosas e oleaginosas somará 199,7 mi de toneladas.
Estimativa da área a ser colhida foi de 57,3 milhões de hectares.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê, em março, que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizará 199,7 milhões de toneladas em 2015, valor 3,6% superior à registrada em 2014 (192,8 milhões de toneladas).

Na comparação com a previsão de fevereiro, a de março cresceu 139,2 mil toneladas (0,1%). A estimativa da área a ser colhida (57,3 milhões de hectares) foi 1,7% maior que a área colhida em 2014 (56,3 milhões de hectares) e 0,2% maior na comparação com fevereiro.

Os três principais produtos deste grupo, arroz, milho e soja, somados, representaram 91,6% da estimativa da produção e responderam por 85,5% da área a ser colhida.

Frente ao ano anterior, foi verificado aumento de 4,3% na área da soja e redução 3,2% na área de arroz e de 0,4 na área do milho. Quanto à produção, houve acréscimos de 0,9% para o arroz, 9,7% para a soja e diminuição de 3,7% para o milho.

O volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 80,6 milhões de toneladas; Região Sul, 76,1 milhões de toneladas; Sudeste, 18,4 milhões de toneladas; Nordeste, 18,8 milhões de toneladas e Norte, 5,9 milhões de toneladas.

Em relação à safra de 2014, houve aumento no Norte (6,8%), Nordeste (20,3%), Sudeste (2,5%) e no Sul (7,6%). O Centro-Oeste apresentou queda de 2,9% em relação à produção do ano anterior.

Na avaliação para 2015, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 23,6%, seguido pelo Paraná (18,5%) e Rio Grande do Sul (16,3%), que somados representaram 58,4% do total nacional previsto.

 

Fonte:Globo.com

Cinco produtos geram 92% da receita com exportações de Mato Grosso

Em fevereiro e março, soja foi o produto mais exportado pelo Estado
Em fevereiro e março, soja foi o produto mais
exportado pelo Estado.

Resultado com exportações de março foi de US$ 1,38 bilhão.
Soja, bagaço de soja, carne bovina, algodão e milho geraram US$ 1,28 bi.

Os cinco produtos mais exportados por Mato Grosso em março foram soja, bagaço de soja, carnes desossadas de bovino congeladas, algodão e milho em grão. Esses produtos foram responsáveis por uma receita de US$ 1,28 bilhão com exportações do Estado no mês, equivalente a 92,6% da receita total de US$ 1,38 bilhão com os embarques do Estado.

A receita total de março deste ano é 12,21% menor que a receita com exportações de março de 2014, quando a receita total chegou a US$ 1,58 bilhão.

A soja, em março, foi o produto mais exportado pelo Estado, com uma receita de US$ 938 milhões ou 67% da receita do mês.

Em segundo lugar, ficou o bagaço de soja, com uma receita de US$ 185 milhões, em terceiro as carnes desossadas de bovinos, com US$ 62 milhões. Em quarto lugar está o algodão, com uma receita de US$ 50 milhões e em quinto lugar o milho, com receita de US$ 47 milhões.

Dentre os cinco produtos mais exportados no mês, o milho foi o que maior aumento de receita  (+269,25%) com relação a março de 2014, seguido pelo algodão (+89.6%) e bagaço de cana (+58,2%). No entanto, a receita apresentou queda com relação a 2014 para a soja (-23,3%) e carnes desossadas de bovinos (-12,7%).

Três primeiros meses
De janeiro a março, Mato Grosso teve uma receita de US$ 2,66 bilhões com as exportações, sendo que esses cinco produtos mais exportados foram responsáveis por US$ 2,3 bilhões da receita do período ou 88%.

Em janeiro, o produto que gerou maior receita de exportação por Mato Grosso foi o milho em grãos (US$ 374 milhões). Em fevereiro, com o início da colheira no final de janeiro, a soja passou a ser o produto que gerou maior receita (US$ 146 milhões), sendo que o milho ficou em segundo lugar (US$ 131 milhões) no mês.

 

Por: Amanda Sampaio.

Fonte: Globo.com