Agrishow deve atrair cerca de 160 mil visitantes em Ribeirão Preto (SP)

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Uma das maiores feiras de agronegócio da América Latina começa em SP.
Entre os destaques do evento, estão as novas tecnologias para o agricultor.

Na segunda-feira (27), começa em Ribeirão Preto (SP) a Agrishow, uma das maiores feiras de agronegócio da América Latina. 160 mil visitantes do Brasil e de outros países vão conferir os principais lançamentos tecnológicos do setor.

Uma das novidades que vão ser mostradas na Agrishow está sendo testada em um canavial em Jardinópolis, região nordeste de São Paul. É um novo fertilizante que começou a ser desenvolvido há seis anos. As pesquisas, feitas também em lavouras de Minas Gerais e Goiás, apontaram ganhos de produtividade de cinco a 10 toneladas por hectare.

Na área de 440 mil metros quadrados preparada para receber a feira, os caminhões não param de chegar. O ritmo é acelerado para deixar tudo pronto para a abertura.

Os pontos fortes da Agrishow sempre foram as novidades tecnológicas, que melhoram o desempenho das lavouras e facilitam a vida do produtor. Dessa vez não vai ser diferente. A tecnologia vai estar em todos os cantos da feira, inclusive no céu.

Os drones, pequenas aeronaves controladas à distância, já são utilizados na agricultura de precisão. Novos modelos vão ser apresentados na feira.

A expectativa da organização da Agrishow é alcançar o mesmo volume de negócios do ano passado: R$ 2,7 bilhões. A Agrishow termina no dia 1º de maio.

Por: André Gustavo

Fonte: Globo.com

Com menos chuva, Uruguai tem produtividade “apertada”

País testa tecnologias, mas ainda faz investimento limitado em fertilizantes.
País testa tecnologias, mas ainda faz investimento limitado em fertilizantes.

O produtor Alberto Gramont, um dos maiores de  tem 8 mil hectares de lavouras de grãos.

País teve forte expansão na área de cultivo e agora está em encruzilhada.

Depois de percorrer os pampas argentinos, a Expedição Safra Gazeta do Povo verifica in loco o desempenho da safra de soja e milho do Uruguai. Apesar de ficar entre duas regiões que registraram clima favorável à produção de grãos em 2014/15 — a Argentina e o Rio Grande do Sul –, os campos uruguaios tiveram chuvas irregulares.

O monitoramento das marcas de produtividade vai mostrar se o ano será lucrativo ou de prorrogação de contas a pagar. Detalhe: o Uruguai é o país da América do Sul que vem apresentando as maiores taxas de crescimento na área da soja. O resultado desta temporada vai definir se o agronegócio vai continuar expandindo ou não a produção de grãos.

Técnicos e jornalistas da Expedição constatam que, na principal região de produção do Uruguai, o Oeste, a produtividade média varia de 2,2 mil a 3 mil quilos de uma fazenda para outra. O que tem feito a diferença, além das chuvas, é o investimento em tecnologia de sementes e adubação.
“Com uma chuva a mais chegaríamos a 3,3 mil quilos por hectare”, disse o produtor Dario Torres, que tende a registrar 3 mil quilos/ha numa área de 2 mil hectares na região de Mercedes, ao Sul do Rio Negro (no Oeste).
Manter média acima de 2,5 mil quilos depende de investimento de longo prazo, disse Alberto Gramont, um dos maiores produtores de grãos do país, que cultiva 8 mil hectares na região de Young (Oeste). Em 6,6 mil hectares de soja, ele espera média de 2,9 mil quilos por hectare.
Confira reportagem completa sobre a safra e as tendências do agronegócio no Uruguai na edição da próxima terça-feira do caderno Agronegócio. A Expedição Safra continua monitorando a safra sul-americana pelo site www.agrogp.com.br.

 

Por: José Rocher

Fonte: Agro Negócio

Entidades de MT se posicionam sobre projeto de lei da terceirização.

Projeto de lei segue para segunda votação no Plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta (22).
Projeto de lei segue para segunda votação no
Plenário da Câmara dos Deputados nesta
quarta (22).

Aprosoja e Famato, do setor produtivo rural, são a favor da aprovação.
Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho é contra.

Diante da polêmica gerada após o texto-base do projeto de lei 4.330/2004 ser aprovado pela Câmara dos Deputados em primeira votação no dia 8 de abril, a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho em Mato Grosso(Amatra) se posiciona contra a aprovação. O projeto, que regulamenta os contratos de trabalho em todas as atividades terceirizadas no Brasil, está em tramitação no Congresso Nacional.

Para o presidente da associação, juiz Ivan Tessaro, na raiz da discussão está a redução dos custos com mão de obra. “Temos que observar que os trabalhadores terceirizados ganham menos que aqueles contratados diretamente por uma fazenda. Por esse aspecto, temos ressalvas com relação à ampliação sem limites da terceirização”, diz.

Outro ponto que preocupa a associação é a comparação do número de acidentes de trabalho nas duas formas de contratação. Segundo Tessaro, a cada quatro acidentes de trabalho com terceirizados, ocorre um acidente com contratados diretamente, sendo que o motivo é a busca de redução de custos com equipamentos de segurança e fiscalização, por exemplo, pela empresa terceirizada.

No último sábado (18), duas entidades do setor produtivo rural de Mato Grosso se posicionaram a favor da aprovação do projeto: a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).

O projeto foi considerado “uma medida de justiça às relações de trabalhadores e proprietários rurais”, de acordo com o presidente da Famato, Rui Prado, citando a sazonalidade de algumas atividades no campo. Ele explica que os trabalhos durante a safra de soja, que tem Mato Grosso como maior produtor no país, duram cerca de sete meses, sendo os três últimos meses do ano para o plantio e os quatro primeiros meses do ano seguinte para colheita. “Existe um prazo de ociosidade da mão de obra de aproximadamente quatro meses, pouco mais de 80 dias de trabalho, se excluídos os fins de semana”, diz Prado.

Quanto à garantia dos trabalhadores, Prado cita a previsão da criação de um fundo específico para que os contratantes da empresa prestadora de serviço ressarçam os possíveis prejuízos dos trabalhadores terceirizados causados por uma eventual falência ou dificuldade financeira da empresa contratada.

O presidente da Famato cita ainda que “a atividade de colheita é considerada pela CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] como finalística, o que implica na impossibilidade de o setor contratar empresas e maquinários terceirizados para atuar durante essa época própria da safra”.

Para a Aprosoja, a contratação de máquinas e trabalhadores qualificados por meio de empresas terceirizadas para fazer serviços específicos nas épocas necessárias seria uma saída para o setor. Na opinião do presidente da Aprosoja, Ricardo Tomczyk, todos podem sair ganhando com a aprovação do projeto de lei.

“O empresário da empresa terceirizada passará a atender a uma demanda reprimida. Uma máquina sua, que hoje é utilizada por 300 horas no ano, pode chegar a operar cerca de 700 horas em diversas propriedades rurais. O agricultor sai ganhando porque vai economizar cerca de R$ 1 milhão na compra de uma máquina que vai usar uma vez por ano. E os trabalhadores também, pois poderão suprir um mercado que hoje já está deficitário”, afirma Tomczyk.

Outra questão mencionada pelas duas entidades é a duração das atividades no campo, que não se dá apenas em horário comercial das 8h às 18h, sendo necessário, em alguns momentos, adiantar ou estender a jornada de trabalho. “A atividade agrícola é diferenciada e depende das condições climáticas: quando chove, ninguém trabalha, por exemplo”, traz a Aprosoja.

De acordo com o juiz Ivan Tessaro, o clima não deve influenciar o valor pago para o trabalhador. “Não podemos concordar com isso”, afirma. Na opinião dele, é uma tendência que a atividade econômica em fazendas tem se tornado cada dia mais intensa, a ponto de precisar de mão de obra constante.

“Os grupos que defendem a aprovação da lei reclamam que não têm segurança jurídica do que é atividade-fim e atividade-meio, mas temos 20 anos de acúmulo de conhecimento que atividade-fim é aquela que vai desde o preparo do solo até a colheita, sendo que, depois que colhem a safra, plantam a safrinha e depois outras culturas”, destaca Tessaro. Com relação à contratação sazonal dos trabalhadores rurais, o juiz lembra que o chamado “contrato de safra” ou temporário já está previsto na lei nº 5.889/73.

Para ele, o país não está preparado para uma terceirização ampla como se pretende. “Não é certo comparar o Brasil com países como Canadá e Estados Unidos, que têm realidades diferentes da nossa. Somos um país em desenvolvimento ainda”, ressalta.

A segunda votação do projeto de lei 4330/2014 está prevista para ocorrer nesta quarta-feira (22), no Plenário da Câmara dos Deputados, com início às 16 horas. Os deputados já haviam aprovado o texto-base da proposta, na votação desta quarta precisam concluir a análise dos destaques e das emendas apresentados ao texto.

 

Por: Amanda Sampaio

Fonte: Globo.com