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Soja busca recuperação em Chicago e trabalha com leves altas nesta 5ª Feira (11)

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Os futuros da soja operam em alta na manhã desta quinta-feira (11) na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h50 (horário de Brasília), os preços subiam entre 3 e 3,75 pontos, já recuperando partes das baixas observadas no pregão anterior. O contrato julho/17 era cotado a US$ 9,74, enquanto o novembro/17, referência para a safra americana, valia US$ 9,69 por bushel.

Parte deste suporte vem ainda de um bom momento também entre os preços do óleo de soja na CBOT, como explicam analistas internacionais.

Os novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) parecem ter sido rapidamente absorvidos pelo mercado, uma vez que trouxeram poucas mudanças na safra velha e projeções para a safra nova em linha com as expectativas dos traders.

E as informações chegam ainda em um momento em que o principal foco do mercado internacional não só da soja, mas dos grãos de uma forma geral, é o clima no Corn Belt. “Os traders deverão fazer os ajustes mais atentos ainda às condições de muita chuva e frio neste momento nos EUA”, acredita Paul Georgy, analista de mercado da Allendale.

E focados ainda no quadro climático, o mercado deverá buscar entender ainda como essas condições irão influenciar na área tanto de soja, quanto de milho. “Esperamos que essas incertezas possam aumentar o intervalo do mercado entre os grãos e oleaginosas nas próximas semanas”, completa Georgy.

Ainda nesta quinta-feira, atenção à atualização das vendas semanais para exportação dos EUA, que chega pelo USDA. Segundo expectativas da Allendale, as vendas semanais da safra velha podem ficar entre 300 mil e 500 mil toneladas, e as da nova chegar a 200 mil.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

 

Puxado pelo agronegócio, exportação reage e deve ter o melhor resultado em 3 anos

Grande parte desse comportamento está relacionada à alta dos preços das commodities.
Grande parte desse comportamento está relacionada à alta dos preços das commodities.

Nas projeções da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), as exportações brasileiras devem atingir este ano US$ 197 bilhões, o melhor resultado também desde 2014, quando alcançaram US$ 225 bilhões

O Brasil entrou em 2017 com o melhor cenário dos últimos três anos para o crescimento das exportações. Dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) indicam que os termos de troca brasileiros – a relação entre os preços das exportações e o das importações – atingiram o melhor nível desde 2014. Grande parte desse comportamento está relacionada à alta dos preços das commodities (matérias-primas, como soja e minério de ferro), que representam cerca de 60% das vendas externas do País.

Na relação dos termos de troca, os preços das exportações do País cresceram acima dos preços das importações.

Essa melhora deve ter um reflexo direto na balança comercial. Nas projeções da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), as exportações brasileiras devem atingir este ano US$ 197 bilhões, o melhor resultado também desde 2014, quando alcançaram US$ 225 bilhões. Boa parte disso virá exatamente das commodities, cujas vendas externas devem crescer 15,8%, depois de uma queda de 9,2% no ano passado. Segundo o presidente da AEB, José Augusto de Castro, os produtos básicos terão uma participação de 61,3% nas exportações este ano. No ano passado, essa fatia foi de 57,8%.

Em fevereiro, essa recuperação da balança comercial já se apresentou: as exportações cresceram 22,4% em relação ao mesmo mês de 2016, chegando a US$ 15,4 bilhões.

Impacto. André Mitidieri, economista da Funcex, afirma que a melhora nos termos de troca começou em meados do ano passado e deve se manter neste ano, mesmo com a valorização do real frente ao dólar. No segundo semestre de 2016, o índice médio do preço das exportações aumentou 11,4% em relação à primeira metade do ano, enquanto o índice médio das importações subiu apenas 1,2%.

Em janeiro, o índice das exportações aumentou 19,6% em relação a igual mês de 2016, e o das importações caiu 1%. Além de melhorar o comércio internacional, “quando os termos de troca são mais favoráveis, o País tem ganho maior de renda, gerando impacto em vários setores, por exemplo, nas vendas de máquinas agrícolas, insumos e fertilizantes”, afirma Mitidieri.

A recuperação dos preços médios das commodities, após cinco anos de queda, é um importante reforço para a retomada da economia brasileira. Para analistas, um movimento sustentado de alta vai puxar as exportações e a produção interna de produtos básicos, evitando assim que o Produto Interno Bruto (PIB) do País tenha nova contração.

“A melhora na relação de troca pode contribuir não apenas para o início do próximo ciclo de crescimento econômico, mas também para torná-lo mais sustentável”, afirma Fabio Silveira, sócio diretor da MacroSector Consultores.

O economista Marco Caruso, do Banco Pine, reforça que a maior renda obtida nas exportações vai se traduzir em investimentos no País, ajudando assim no crescimento econômico. “A entrada de dólares vai continuar, pois o que o País vende está mais valorizado do que o que compra de fora.”

Reforço. No primeiro bimestre, o preço médio das commodities registrou alta de 36% em relação ao mesmo intervalo de 2016, conforme índice adotado pelo Itaú Unibanco, composto pelos preços, em dólares, de 22 produtos negociados nas bolsas internacionais que são relevantes para o Brasil.

Analistas ressaltam, porém, que os dois primeiros meses do ano passado registraram o pior desempenho para o período em 11 anos. Para o ano, a projeção do Itaú é de alta de 12%.

“As commodities subiram bastante desde as mínimas em fevereiro de 2016 e agora, no começo de 2017, avançaram, principalmente o minério de ferro”, diz Artur Passos, economista do Itaú Unibanco.

O economista e ex-presidente do BNDES Luiz Carlos Mendonça de Barros aposta em novo ciclo de expansão das commodities, pois, além da China, a Europa voltou a crescer, assim como os EUA. Mas, segundo ele, o crescimento não será igual ao que ocorreu entre 2011 e 2015. “Naquela época, a China crescia 15% ao ano e agora cresce 7%.”

Na opinião de Rafael Ohmachi, analista da Guide Investimentos, são exatamente as commodities ligadas à atividade econômica, como as metálicas (minério, cobre e níquel) e energia (petróleo e gás), que deverão contribuir mais neste ano para a recuperação do PIB.

No caso das mercadorias agrícolas, porém, os preços devem cair, diz Ohmachi, em razão do aumento das safras no Brasil e em outros países, “porque não estão previstos os fenômenos El Niño e La Niña, que nos últimos dois anos quebraram várias safras e limitaram a oferta de produtos”.

FONTE: Gazeta do Povo

Soja: Mercado se recompõe em Chicago e abre a semana com fortes altas nesta 2ª feira

Uma nova semana se inicia e o efeito da tensão no mercado financeiro registrada na última semana parece ter perdido força entre o mercado de grãos na Bolsa de Chicago, o qual opera em campo positivo. Os futuros da soja lideram as altas na sessão desta segunda-feira (27) e os principais contratos subiam, por volta das 7h15 (horário de Brasília), mais de 19 pontos. Dessa forma, somente o contrato novembro/16 ainda operava abaixo dos US$ 11,00 por bushel.

Segundo analistas internacionais, o foco dos traders passa a se voltar, portanto, para os fundamentos próprios desse mercado, que passa ainda por um ajuste depois das baixas fortes registradas nas últimas sessões. Dessa forma, o clima nos Estados Unidos e a demanda internacional, principalmente por parte da China, passam a ganhar a maior parte das atenções novamente. Na última semana, as cotações perderam cerca de 6% na CBOT.

 

“A soja tem, certamente, o equilíbrio mais forte quando se observa o mercado de grãos. Temos visto o clima direcionando o andamento dos preços, além de uma demanda chinesa muito forte”, explica Graydon Chong, analista sênior de grãos do internacional Rabobank.

Assim, as previsões climáticas atualizadas nesta segunda-feira e mais os dois novos boletins que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta hoje – sendo o primeiro de embarques semanais e o segundo de acompanhamento de safras – serão aguardados pelos investidores e avaliados com atenção. Ainda nesta semana, na quinta-feira (30), o USDA traz um novo reporte com números atualizados sobre a área de plantio do país na safra 2016/17, o que pode trazer alguma especulação ao redor dos números.

Além disso, o acompanhamento do financeiro também segue, principalmente em relação aos efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia, anunciada na última semana. A recuperação das commodities é quase geral neste início de semana, a exceção fica por conta do café, que perde mais de 3% em Nova York, e do petróleo, que opera com baixa de pouco mais de 0,4% na bolsa norte-americana, ainda atuando na casa dos US$ 47,00 por barril.

Veja como fechou o mercado na última semana:

Soja tem semana de baixas com financeiro negativo, mas preços no Brasil devem voltar a subir

 

 

A decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia anunciada nesta sexta-feira (24) corou a semana negativa do mercado internacional da soja e mercado pela forte influência do mercado financeiro global. Durante os últimos dias, as especulações em torno do assunto foram tão intensas que contribuíram para uma maior aversão ao risco e, consequentemente, uma saída intensa dos fundos de investimento do mercado de commodities, entre eles a oleaginosa.

Segundo explicou o analista de mercado e economista Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, durante toda a semana, os fundos trabalharam com a perspectiva forte de que o Reino Unido permaneceria no bloco e alocaram recursos diante desse quadro. Quando a decisão foi contrária, “houve um desmantelamento dessas posições e os fundos tiveram de realocar esses recursos”, explica. E assim, buscando rentabilidade e segurança, migraram para ativos mais seguros como moedas – principalmente o dólar -, títulos dos tesouros americano e japonês, além do ouro, este registrando sua maior alta diária desde 2008.

Dessa forma, as baixas registradas no final da sessão desta sexta-feira superaram os 20 pontos entre os principais contratos, ou mais de 2%, com as posições mais distantes encerrando o dia já abaixo dos US$ 11,00 por bushel. No balanço semanal, porém, as perdas oscilam entre 4,87% e 6,07% na Bolsa de Chicago. O novembro/16, que é referência para a safra norte-americana, foi o que mais recuou e fechou a semana cotado a US$ 10,78 por bushel.

 

Fonte: Carolina Dias / Notícias Agrícolas