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Soja: Atraso das lavouras nos EUA, câmbio e frete travam vendas da safra nova do BR

Se nos Estados Unidos o atraso do desenvolvimento das lavouras preocupa, no Brasil o que chama a atenção é o atraso dos negócios da nova safra, que se mostram mais lentos do que a média dos últimos anos. Uma combinação de fatores que ainda são muito incertos mantém os sojicultores ausentes do mercado neste momento e aguardando por oportunidades que possam trazer, principalmente, melhor renda.

Nas últimas semanas, a volatilidade na Bolsa de Chicago e mais um recuo expressivo do dólar acabaram por resultar em um novo quadro de pressão sobre o mercado brasileiro, principalmente no preço futuro da soja. Depois de superar os R$ 4,00 há alguns meses, a moeda norte-americana voltou à casa dos R$ 3,70, refletindo a evolução da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Ao mesmo tempo, a volatilidade na Bolsa de Chicago também sobre as referências, com o mercado se ajustando, quase que diariamente, a todos os cenários atípicos que este ano vêm sendo observados na safra norte-americana. As condições das lavouras são bastante ruins, o desenvolvimento atrasado pode levá-las a um período onde as condições de clima não são favoráveis às plantas e os mapas climáticos trazer uma novidade a cada atualização.

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Estradas precárias dificultam avanço de cidades ‘filhas da soja’ em MT

vila de Santiago do Norte, em Mato Grosso, quer virar cidade, mas, para isso, precisa de caminhos possíveis para alcançar novos lugares. A maior dificuldade para o bairro de Paranatinga que quer ser município está nas vias de acesso.

De um lado, está a estrada que leva até a sede do município, a 158 quilômetros de distância. De outro, a BR 242, que sai de Sorriso e morre dentro da fazenda da família do empresário Odir Nicolodi. É o espaço planejado, justamente, para abrigar a nova cidade.

A estrada está parada dentro da propriedade há 5 anos.

Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de soja: no ano passado, foram quase 32 milhões de toneladas. Na última safra, o país produziu 116,9 milhões de toneladas do grão, enquanto os Estados Unidos, produziram 119,5 milhões. Mas, se dá para competir com os americanos na produção, no transporte fica impossível.

A expansão da soja no Mato Grosso se deu ao longo da BR 163, estrada que fica praticamente intransitável em épocas de chuva. Muitas cidades foram surgindo e se enriquecendo graças à soja nos 40 últimos anos.

Depois, a expansão mudou seu rumo e foi crescendo para leste, no trajeto da BR 242. Agora, a agricultura não tem mais para onde crescer: as plantações estão esbarrando nos limites do Parque Indígena do Xingu.

Quando o parque foi demarcado, em 1961, ficaram de fora as mais de 22 mil nascentes do rio Xingu, que correm dentro do parque. Essas nascentes estão espalhadas pelas fazendas de criação de gado e produção de soja. Ficaram de fora também muitos lugares sagrados para os indígenas, como a caverna de Kamakuaká.

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Fonte: Globo Rural

China bloqueia novas compras de soja nos EUA e amplia vantagem do Brasil

A guerra comercial entre China e Estados Unidos continua e o novo movimento foi feito pela nação asiática que suspendeu novas compras de soja no mercado norte-americano. De acordo com fontes familiarizadas com o assunto e que deram entrevista à agência internacional Bloomberg, a medida foi adotada na medida em que as tensões entre os dois países se intensifica.

Com chineses e americanos ainda em desacordo, os compradores da China interromperam as ordens de aquisição de soja dos EUA e a retomada das operações não está prevista até que seja firmado um acordo entre os dois.

A disputa já dura mais de um ano e esse tem sido um dos principais fatores de atenção do mercado não só da oleaginosa, mas das commodities de uma forma geral, além de causar um impacto severo sobre o mercado financeiro e de promover uma tensão cada vez maior sobre o crescimento da economia mundial.

No início de maio, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registraram suas mínimas em 10 anos diante de um acirramento da guerra comercial e de uma demanda quase nula da China pela soja dos EUA. A recuperação se deu em função das adversidades climáticas que atrasam severamente o plantio da safra 2019/20.

Com as últimas atitudes, a China estaria agora somente embarcando alguns volumes de soja já adquiridos. Faltariam cerca de pouco mais de 7 milhões de toneladas, como explica o diretor do SIMConsult, Liones Severo. “É somente isso que está acontecendo”, diz.

Representantes das estatais Cofco e Sinograin ainda não se manifestaram. E a notícia da Bloomberg afirma também que a China não pretende cancelar as compras já feitas anteriormente.

Em meio à disputa, o governo Donald Trump anunciou um novo pacote de ajuda aos produtores americanos da ordem de US$ 16 bilhões, co US$ 14,5 bilhões em pagamentos diretos. Mais detalhes, como o valor pago a cada cultura, ainda não foram divulgados.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas