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Clima ruim para plantio de milho pode levar produtores para soja nos EUA

As condições de clima no Meio-Oeste americano continuam preocupando os produtores e provocando especulações no mercado internacional. Embora os efeitos sobre a formação dos preços ainda sejam limitados, em função do período de início de temporada, as projeções de cenários para os futuros tanto da soja, quanto do milho continuam acontecendo.

Além disso, a nova safra norte-americana de grãos começa com a guerra comercial entre China e EUA ainda em curso. As indefinições sobre a demanda da nação asiática, principalmente pela oleaginosa, mantêm os estoques elevados, os preços pressionados e, ao lado das adversidades climáticas, o produtor norte-americano repensando suas decisões.

“O clima e as relações comerciais são os fatores que dominam o sentimento do mercado agora”, diz o analista sênior do portal Farm Futures, Bryce Knorr. E para os próximos dias, as previsões ainda mostram que o cenário climático ainda será desafiador nas principais regiões produtoras dos EUA.

Para as próximas semanas são esperados elevados volumes de chuvas, com acumulados altos do sul das Planícies à maior parte do Meio-Oeste americano, como mostra o mapa a seguir.

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Soja: Brasil vai ter que racionar a demanda no 2º semestre, alerta analista

As contas são simples e a conclusão do analista de mercado da Agrinvest Commodities, Marcos Araújo é rápida: o Brasil vai ter que racionar a demanda por soja no segundo semestre. O ritmo de exportações, o consumo interno e uma safra estimada em algo próximo a 113 milhões de toneladas mostram que a disputa pelo grão brasileiro deverá ser intensa, mesmo diante da grande oferta disponível nos Estados Unidos.

O consumo interno do país está estimado em 43 milhões de toneladas para esmagamento e 2 milhões para sementes – somando 45 milhões – enquanto a safra 2018/19 mais os estoques iniciais deste ano deverão somar um total de 115 milhões. Subtraindo o total do consumido internamente dos 115 milhões, o volume exportável disponível para o Brasil seria de 70 milhões de toneladas.

“Ou seja, o Brasil terá que reduzir suas exportações de 84 milhões de toneladas do ano passado para 70 milhões este ano, ou terá que diminuir seu consumo interno. Mas um racionamento da demanda terá que acontecer e isso se faz via preços altos”, explica Araújo.

E os preços mais altos, ainda de acordo com o analista, virão por meio de prêmios melhores pagos pela soja brasileira. Na CBOT, afinal, as altas são limitadas e as chances de uma recuperação significativa mais a frente também, segundo Araújo.

Os valores pagos acima das referências da Bolsa de Chicago seguem positivos, refletindo uma demanda ainda forte pelo produto nacional – que neste momento ainda tem seu espaço e competitividades garantidos por melhores preço e qualidade.

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