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Soja: Atraso das lavouras nos EUA, câmbio e frete travam vendas da safra nova do BR

Se nos Estados Unidos o atraso do desenvolvimento das lavouras preocupa, no Brasil o que chama a atenção é o atraso dos negócios da nova safra, que se mostram mais lentos do que a média dos últimos anos. Uma combinação de fatores que ainda são muito incertos mantém os sojicultores ausentes do mercado neste momento e aguardando por oportunidades que possam trazer, principalmente, melhor renda.

Nas últimas semanas, a volatilidade na Bolsa de Chicago e mais um recuo expressivo do dólar acabaram por resultar em um novo quadro de pressão sobre o mercado brasileiro, principalmente no preço futuro da soja. Depois de superar os R$ 4,00 há alguns meses, a moeda norte-americana voltou à casa dos R$ 3,70, refletindo a evolução da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Ao mesmo tempo, a volatilidade na Bolsa de Chicago também sobre as referências, com o mercado se ajustando, quase que diariamente, a todos os cenários atípicos que este ano vêm sendo observados na safra norte-americana. As condições das lavouras são bastante ruins, o desenvolvimento atrasado pode levá-las a um período onde as condições de clima não são favoráveis às plantas e os mapas climáticos trazer uma novidade a cada atualização.

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China bloqueia novas compras de soja nos EUA e amplia vantagem do Brasil

A guerra comercial entre China e Estados Unidos continua e o novo movimento foi feito pela nação asiática que suspendeu novas compras de soja no mercado norte-americano. De acordo com fontes familiarizadas com o assunto e que deram entrevista à agência internacional Bloomberg, a medida foi adotada na medida em que as tensões entre os dois países se intensifica.

Com chineses e americanos ainda em desacordo, os compradores da China interromperam as ordens de aquisição de soja dos EUA e a retomada das operações não está prevista até que seja firmado um acordo entre os dois.

A disputa já dura mais de um ano e esse tem sido um dos principais fatores de atenção do mercado não só da oleaginosa, mas das commodities de uma forma geral, além de causar um impacto severo sobre o mercado financeiro e de promover uma tensão cada vez maior sobre o crescimento da economia mundial.

No início de maio, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registraram suas mínimas em 10 anos diante de um acirramento da guerra comercial e de uma demanda quase nula da China pela soja dos EUA. A recuperação se deu em função das adversidades climáticas que atrasam severamente o plantio da safra 2019/20.

Com as últimas atitudes, a China estaria agora somente embarcando alguns volumes de soja já adquiridos. Faltariam cerca de pouco mais de 7 milhões de toneladas, como explica o diretor do SIMConsult, Liones Severo. “É somente isso que está acontecendo”, diz.

Representantes das estatais Cofco e Sinograin ainda não se manifestaram. E a notícia da Bloomberg afirma também que a China não pretende cancelar as compras já feitas anteriormente.

Em meio à disputa, o governo Donald Trump anunciou um novo pacote de ajuda aos produtores americanos da ordem de US$ 16 bilhões, co US$ 14,5 bilhões em pagamentos diretos. Mais detalhes, como o valor pago a cada cultura, ainda não foram divulgados.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas