Arquivo da categoria: noticias agricolas

China responde aos EUA e suspende compras de produtos agrícolas norte-americanos

Fonte: Notícias Agrícolas

A China suspendeu as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos diante do aquecimento das tensões entre os dois países, informou nesta segunda-feira (5) a agência de notícias Bloomberg. O governo chinês pediu às estatais que que interrompam suas aquisições de produtos agrícolas dos EUA. Mais do que isso, as esmagadoras de soja do país que foram isentas da tarifação sobre a oleaginosa dos EUA também pararam suas compras diante das incertezas sobre o futuro do conflito.

O movimento chega junto do que parece ser o início de uma guerra agora também cambial, com a nação asiática resolvendo responder ao último movimento de Donald Trump de forma diferente dessa vez. Pela primeira vez em mais de dez anos, permitiu que o yuan rompesse a marca de 7 por dólar, registrando seu mais baixo patamar neste intervalo. O movimento, segundo explicam especialistas, intensifica a guerra comercial e mais do que isso responde à última acusação do presidente norte-americano de “manipulação da moeda” pela nação asiática.

Leia mais em Notícias Agrícolas

Soja: Mesmo com alta do dólar, preços recuam até 5% no interior do Brasil

O dólar fechou a quarta-feira (24) no Brasil com alta de 1,63% e cotado a R$ 3,9863, patamar mais alto em quase sete meses, segundo informa a Reuters. Na máxima do dia, a divisa bateu nos R$ 3,9950, se aproximando mais uma vez dos R$ 4,00 e surpreendendo o mercado depois da aprovação da reforma da Previdência pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no dia anterior.

Na contramão, os preços da soja amargaram uma nova sessão de perdas na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa encerraram o pregão com perdas de 6,75 pontos nos principais vencimentos, pressionando ainda mais os valores da soja aqui no mercado brasileiro.

“Mesmo com as altas recentes do câmbio, os preços de grãos físicos no Brasil caíram fortemente, precificando quedas consecutivas aqui na CBOT”, explicam os analistas da ARC Mercosul.

No mercado físico, as baixas chegaram a bater em 5%, como foi o caso do Oeste da Bahia, onde o valor de referência no fim desta quarta ficou em R$ 63,00 por saca. Em praças do Rio Grande do Sul como Não-Me-Toque ou Panambi, por exemplo, as baixas passaram de 1% e os preços ficaram na casa dos R$ 65,00.

Nos portos, os preços da soja nacional também caíram um pouco mais. No spot, baixa de 0,40% em Paranaguá, para R$ 75,50 por saca, e de 0,13% em Rio Grande, para R$ 74,60. Em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, a queda foi de 1,17% para R$ 76,10/saca. Para maio, perdas de 0,65% e 0,665, para indicativos fechando o dia com R$ 76,00 e R$ 75,00 por saca.

O analista de mercado Luiz Fernando Gutierrez, da consultoria Safras & Mercado, afirma que, neste momento de pressão, “o dólar não faz os preços subirem, mas ajuda a não caírem ainda mais. E neste ano, os preços só caíram, praticamente”.

E além da pressão externa, com Chicago renovando suas mínimas, a finalização da colheita no Brasil e um maior volume de oferta disponível ajuda a manter as cotações pressionadas internamente. Este fator aliado a uma demanda ainda ativa, porém, limitada, se torna mais uma barreira para os preços do grão brasileiro.

Além de tudo, essa entrada de safra pressiona ainda os prêmios no mercado nacional e deixam as cotações ainda mais travadas. Somente nos últimos 30 dias, os prêmios pagos além de Chicago para a soja do Brasil caíram mais de 25%. Além dos vendedores, os compradores, afinal, também se mostram retraídos.

“O mercado sente a entrada da safra e só sente menos quando há uma grande quebra. E como não é o caso deste ano, até houve uma ameaça, mas ainda se trata de uma safra grande, e é portanto muita soja disponível no mercado”, diz Gutierrez.

Veja matéria completa no site Notícias Agrícolas

Traders cautelosos sustentam leves altas do milho em Chicago nessa quinta-feira

A quinta-feira (04) começa com os preços internacionais do milho futuro apresentando leves altas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam valorizações entre 1,25 e 1,50 pontos por volta das 09h19 (horário de Brasília).

O vencimento maio/19 era cotado a US$ 3,64, o julho/19 valia US$ 3,73 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,82.

Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os futuros de grãos estão firmes na manhã de hoje, depois de negociados em faixas estreitas durante a noite. Os traders também estão cautelosos com os movimentos do tipo “compre o boato, venda o fato” que se desenvolvem novamente após as negociações comerciais desta semana com a China.

Essas negociações parecem estar progredindo – o presidente Trump vai se encontrar com o vice-premiê Liu hoje. Mas os mercados não conseguiram sustentar ganhos após sessões positivas anteriores, tornando os mercados em geral cautelosos.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas