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Soja: Mesmo com alta do dólar, preços recuam até 5% no interior do Brasil

O dólar fechou a quarta-feira (24) no Brasil com alta de 1,63% e cotado a R$ 3,9863, patamar mais alto em quase sete meses, segundo informa a Reuters. Na máxima do dia, a divisa bateu nos R$ 3,9950, se aproximando mais uma vez dos R$ 4,00 e surpreendendo o mercado depois da aprovação da reforma da Previdência pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no dia anterior.

Na contramão, os preços da soja amargaram uma nova sessão de perdas na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa encerraram o pregão com perdas de 6,75 pontos nos principais vencimentos, pressionando ainda mais os valores da soja aqui no mercado brasileiro.

“Mesmo com as altas recentes do câmbio, os preços de grãos físicos no Brasil caíram fortemente, precificando quedas consecutivas aqui na CBOT”, explicam os analistas da ARC Mercosul.

No mercado físico, as baixas chegaram a bater em 5%, como foi o caso do Oeste da Bahia, onde o valor de referência no fim desta quarta ficou em R$ 63,00 por saca. Em praças do Rio Grande do Sul como Não-Me-Toque ou Panambi, por exemplo, as baixas passaram de 1% e os preços ficaram na casa dos R$ 65,00.

Nos portos, os preços da soja nacional também caíram um pouco mais. No spot, baixa de 0,40% em Paranaguá, para R$ 75,50 por saca, e de 0,13% em Rio Grande, para R$ 74,60. Em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, a queda foi de 1,17% para R$ 76,10/saca. Para maio, perdas de 0,65% e 0,665, para indicativos fechando o dia com R$ 76,00 e R$ 75,00 por saca.

O analista de mercado Luiz Fernando Gutierrez, da consultoria Safras & Mercado, afirma que, neste momento de pressão, “o dólar não faz os preços subirem, mas ajuda a não caírem ainda mais. E neste ano, os preços só caíram, praticamente”.

E além da pressão externa, com Chicago renovando suas mínimas, a finalização da colheita no Brasil e um maior volume de oferta disponível ajuda a manter as cotações pressionadas internamente. Este fator aliado a uma demanda ainda ativa, porém, limitada, se torna mais uma barreira para os preços do grão brasileiro.

Além de tudo, essa entrada de safra pressiona ainda os prêmios no mercado nacional e deixam as cotações ainda mais travadas. Somente nos últimos 30 dias, os prêmios pagos além de Chicago para a soja do Brasil caíram mais de 25%. Além dos vendedores, os compradores, afinal, também se mostram retraídos.

“O mercado sente a entrada da safra e só sente menos quando há uma grande quebra. E como não é o caso deste ano, até houve uma ameaça, mas ainda se trata de uma safra grande, e é portanto muita soja disponível no mercado”, diz Gutierrez.

Veja matéria completa no site Notícias Agrícolas

Traders cautelosos sustentam leves altas do milho em Chicago nessa quinta-feira

A quinta-feira (04) começa com os preços internacionais do milho futuro apresentando leves altas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam valorizações entre 1,25 e 1,50 pontos por volta das 09h19 (horário de Brasília).

O vencimento maio/19 era cotado a US$ 3,64, o julho/19 valia US$ 3,73 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,82.

Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os futuros de grãos estão firmes na manhã de hoje, depois de negociados em faixas estreitas durante a noite. Os traders também estão cautelosos com os movimentos do tipo “compre o boato, venda o fato” que se desenvolvem novamente após as negociações comerciais desta semana com a China.

Essas negociações parecem estar progredindo – o presidente Trump vai se encontrar com o vice-premiê Liu hoje. Mas os mercados não conseguiram sustentar ganhos após sessões positivas anteriores, tornando os mercados em geral cautelosos.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

Plantio da segunda safra de milho atinge 73% da área no Paraná e produtores esperam boas produtividades

milho-colheita

A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou, por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), seu o relatório de plantio, colheita e comercialização das principais safras do estado. O levantamento apontou que o plantio do milho 2ª safra no estado já atingiu 73% do total da área esperada. Nos dados da semana passada, esse índice era de 60%. Desse montante, 78% está em descanso vegetativo, 21% ainda seguem em germinação e 1% já avançou para floração.

Já nos dados referentes à 1ª safra, o Paraná apresenta 84% avaliado como condição boa e 16% como média. A maior parte plantada se encontra na fase de maturação (64%), enquanto 35% estão ema frutificação e apenas 1% ainda permanece em floração. Até está terça-feira (26) o estado paranaense já havia colhido 32% da área de milho 1ª safra.

As chuvas que voltaram a cair no Paraná animam os produtores que elevam as expectativas de uma boa safrinha milho, conforme o produtor rural de Itambé/PR, Valdir Edemar Fries disse em entrevista ao Notícias Agrícolas.

“Todo o trabalho vem sendo feito conforme o planejado e tendo a colaboração das boas chuvas dessa frente fria que veio de forma bem uniforme. O preço hoje gira em torno de 30/31 reais e cobre bem os custos se tivermos boa produtividade. A safra promete dadas as condições de plantio e devemos ter uma grande safra de milho para compensar inclusive os plantios de verão que foram a baixo do esperado”.

Confira a entrevista completa com o produtor rural Valmir Edemar Fries: Após secas no ciclo da soja, chuvas voltam e produtores de Itambé/PR esperam boa safrinha de milho

Fonte Notícias Agrícolas