Soja Brasil: semana começa chuvosa e com nova onda de frio

Fonte: Canal Rural

As temperaturas irão cair a partir de sexta-feira em municípios do Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste do país. Tem município agrícola com previsão de – 4ºC no sábado!

A semana começa com chuvas para boa parte do Sul do país, parte do Sudeste e Centro-Oeste. Os volumes não serão grandes, mas podem ser constantes no Rio Grande do Sul. Entretanto o que chamará a atenção nesta semana é uma nova e curta onda de frio, que começará a influenciar as temperaturas na sexta-feira em várias partes do país. Tem cidade agrícola com previsão de – 4ºC no sábado. Confira a previsão abaixo!

SUL

A semana começa com chuvas espalhadas por todo o Rio Grande do Sul, parte de Santa Catarina e Paraná. Apesar de não ser grandes volumes acumulados, as instabilidades tendem a ser quase que diárias em alguns municípios destes estados. Entre quinta-feira, dia 1 de agosto e sábado (3) as temperaturas despencarão em toda a região.

Em Passo Fundo (RS), por exemplo, o dia em que mais deve chover, os volumes não irão superar os 8 mm. Mas isso deve acontecer quase que diariamente até sexta-feira, dia 2. A trégua pode acontecer na quarta-feira, dia 31, quando o tempo ficará firme. As temperaturas mínimas passarão de 11ºC na quinta, para 0ºC no sábado.

Em Chapecó, a tendência é que na quarta e na quinta-feira não chova. Já os demais dias não devem ter volumes maiores que 12 mm. Vale ressaltar que o município verá os termômetros despencarem quase 10ºC entre quinta, dia 1 de agosto e sábado, passando de mínimas de 12ºC, para 0ºC.

Já na cidade paranaense de Guarapuava a meteorologia têm a previsão parecida com Santa Catarina, ou seja, segunda e terça com chuvas de no máximo 7 mm. Quarta e quinta com tempo seco e sexta, com chuvas. As temperaturas mínimas devem cair de 9ºC na quinta para – 4ºC no sábado.

SUDESTE

Algumas chuvas começam a chegar as áreas agrícolas de São Paulo neste fim de mês de julho. Já em Minas Gerais nada muda e o tempo firme predomina, até pelo menos o domingo.

Em Itapeva a tendência é de chuvas pontuais de no máximo 10 mm na segunda e terça, tempo firme na quarta e na quinta e retorno de precipitações na sexta e no sábado, com outros 10 mm. Assim como no Sul, os termômetros apresentarão temperaturas em queda a partir de sexta-feira, com as mínimas podendo chegar a 5°C no domingo.

Em Uberaba para não dizer que não choverá, no domingo há previsão que caia 3 mm de água no município. As temperaturas no estado não devem sofrer as baixas, como previstas no Sul.

CENTRO-OESTE

Não há previsão de chuvas para boa parte do Centro-Oeste do país nesta semana. Por lá, até existe a chance de uma queda nas temperaturas mínimas, mas bem menos que no Sul e parte do Sudeste.

Em Sorriso (MT) ainda não há previsão de chuvas. Já as temperaturas mínimas devem cair de 20ºC, no sábado, para 15ºC no domingo.

Em Dourados (MS), há chance de precipitações apenas na sexta-feira, dia 2, com 5 mm. Os termômetros começam a cair na quinta-feira, atingindo as mínimas no domingo, com 4ºC.

Em Rio Verde (GO) também não há chance de chuvas na semana. As temperaturas variam pouco, caindo de sábado para domingo, com mínimas de 10ºC.

NORDESTE

Nas áreas agrícolas do Nordeste não há previsão de chuvas nesta semana e as temperaturas seguem iguais.

NORTE

No norte do país só há previsão de chuvas para parte do Pará. Em Tocantins e Rondônia o tempo segue firme durante toda a semana. Em Paragominas (PA), deve chover 20 mm nesta segunda, 15 mm na terça, 3 mm na quarta, depois o tempo ficará firme até domingo.

Soja: Atraso das lavouras nos EUA, câmbio e frete travam vendas da safra nova do BR

Se nos Estados Unidos o atraso do desenvolvimento das lavouras preocupa, no Brasil o que chama a atenção é o atraso dos negócios da nova safra, que se mostram mais lentos do que a média dos últimos anos. Uma combinação de fatores que ainda são muito incertos mantém os sojicultores ausentes do mercado neste momento e aguardando por oportunidades que possam trazer, principalmente, melhor renda.

Nas últimas semanas, a volatilidade na Bolsa de Chicago e mais um recuo expressivo do dólar acabaram por resultar em um novo quadro de pressão sobre o mercado brasileiro, principalmente no preço futuro da soja. Depois de superar os R$ 4,00 há alguns meses, a moeda norte-americana voltou à casa dos R$ 3,70, refletindo a evolução da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Ao mesmo tempo, a volatilidade na Bolsa de Chicago também sobre as referências, com o mercado se ajustando, quase que diariamente, a todos os cenários atípicos que este ano vêm sendo observados na safra norte-americana. As condições das lavouras são bastante ruins, o desenvolvimento atrasado pode levá-las a um período onde as condições de clima não são favoráveis às plantas e os mapas climáticos trazer uma novidade a cada atualização.

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USDA reduz safra de soja em 8 mi de t nos EUA e aumenta números do milho

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe seu novo boletim mensal de oferta e demanda confirmando as reduções esperadas nos números da soja sobre as quais o mercado vinha especulando nos últimos dias.

A estimativa para a produção de soja norte-americana caiu de 112,94 para 104,64 milhões de toneladas, com uma baixa na produtividade – de 55,48 para 54,35 sacas por hectare – e nas áreas plantada e colhida com a oleaginosa.

A área plantada caiu de 34,24 para 32,38 milhões de hectares, enquanto a plantada passou de 33,91 para 32,09 milhões.

O USDA ainda revisou os estoques finais norte-americanos da safra nova para 21,64 milhões de toneladas, contra 28,44 milhões do boletim de junho. Por outro lado, as exportações também foram corrigidas para menos, ficando em 51,03 milhões de toneladas, quando no mês passado o estimado era de 53,07 milhões.

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MILHO

Se as correções foram intensas na soja, o USDA fez o caminho inverso do mês passado para o milho, quando cortou drasticamente suas projeções da safra nova dos EUA e revisou para cima áreas plantada e colhida, produção e estoques finais.

O USDA estimou nesse boletim a área plantada de milho em 37,11 milhões de hectares, contra 36,34 milhões em junho. Assim, a colhida passou de 33,35 para 33,83 milhões de hectares. O rendimento do cereal, por sua vez, permaneceu nas 173,64 sacas por hectare.

Com esse aumento da área, o USDA estima ainda um aumento na produção de milho de 347,49 para 352,44 milhões de toneladas. Assim, os estoques finais foram projetados em 51,06 milhões de toneladas, contra o número de junho de 42,55 milhões.

As exportações norte-americanas foram mantidas em 54,61 milhões de toneladas, bem como o uso do cereal para a produção de etanol em 139,71 milhões de toneladas.

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Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja