Estradas precárias dificultam avanço de cidades ‘filhas da soja’ em MT

vila de Santiago do Norte, em Mato Grosso, quer virar cidade, mas, para isso, precisa de caminhos possíveis para alcançar novos lugares. A maior dificuldade para o bairro de Paranatinga que quer ser município está nas vias de acesso.

De um lado, está a estrada que leva até a sede do município, a 158 quilômetros de distância. De outro, a BR 242, que sai de Sorriso e morre dentro da fazenda da família do empresário Odir Nicolodi. É o espaço planejado, justamente, para abrigar a nova cidade.

A estrada está parada dentro da propriedade há 5 anos.

Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de soja: no ano passado, foram quase 32 milhões de toneladas. Na última safra, o país produziu 116,9 milhões de toneladas do grão, enquanto os Estados Unidos, produziram 119,5 milhões. Mas, se dá para competir com os americanos na produção, no transporte fica impossível.

A expansão da soja no Mato Grosso se deu ao longo da BR 163, estrada que fica praticamente intransitável em épocas de chuva. Muitas cidades foram surgindo e se enriquecendo graças à soja nos 40 últimos anos.

Depois, a expansão mudou seu rumo e foi crescendo para leste, no trajeto da BR 242. Agora, a agricultura não tem mais para onde crescer: as plantações estão esbarrando nos limites do Parque Indígena do Xingu.

Quando o parque foi demarcado, em 1961, ficaram de fora as mais de 22 mil nascentes do rio Xingu, que correm dentro do parque. Essas nascentes estão espalhadas pelas fazendas de criação de gado e produção de soja. Ficaram de fora também muitos lugares sagrados para os indígenas, como a caverna de Kamakuaká.

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Fonte: Globo Rural